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Política
NOTÍCIA

Assembleia aprova moção de apoio a Camilo Santana após ameaças de morte

Deputados da base e da oposição repudiaram as ameaças e defenderam que atos como esse precisam ser combatidos, independentemente de lado político

16:17 | 30/03/2021
Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará (Foto: Thais Mesquita/OPOVO) (Foto: Thais Mesquita)
Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará (Foto: Thais Mesquita/OPOVO) (Foto: Thais Mesquita)

A Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) aprovou durante sessão remota, nesta terça-feira, 30, moção de apoio ao governador Camilo Santana, que foi alvo de ameaças de mortes em áudio que circulou nas redes sociais nos últimos dias devido ao modo como conduz o Estado durante a pandemia da Covid-19. 

De acordo com o presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), moções apresentadas pelos deputado Julio Cesar Filho (Cidadania) e Acrísio Sena (PT) foram unificadas e contaram com apoio dos parlamentares. "O momento exige sensatez, seriedade, respeito ao conhecimento científico e atitudes corajosas do agentes públicos priorizando salvar vidas", ressaltou Filho, líder do governo na AL-CE.

“A maior autoridade do Estado, o governador, representa todos os cearenses. Temos que combater esse tipo de atitude que, como disse agora há pouco, vem de um pequeno grupo; um grupo minoritário. Mas nós não podemos nos calar”, disse Leitão, ao pedir que todos os parlamentares, da base e da oposição, assinassem o documento.

Durante a sessão desta terça-feira, deputados de oposição como Soldado Noelio e Tony Bryto, ambos do Pros, Renato Roseno (Psol), Heitor Férrer (Solidariedade) e Delegado Cavalcante (PSL) repudiaram as ameaças e defenderam que atos como esse precisam ser combatidos independentemente de lado político. 

"Não compactuamos com essa violência desenfreada que vem ocorrendo na internet e que vem impactando na política nos últimos anos. Estou aqui para me somar à moção. É inadmissível que se ameace o governador ou qualquer parlamentar", pontuou, destacando que há mecanismos legais para contestar quaisquer medidas tomadas pelo governo.