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Política
NOTÍCIA

"Nunca mais essa quadrilha conta comigo" diz Ciro Gomes sobre apoio ao PT

Pedetista reforçou que seu problema é com o "lulopetismo corrupto" e questionou o motivo pelo qual o ex-presidente Lula não aproveita outros nomes para a disputa presidencial em 2022: "Por que não bota o Camilo Santana?"

14:32 | 08/03/2021
Ciro Gomes pediu desculpas ao povo chinês pelas falas de Eduardo Bolsonaro (foto: Thais Mesquita/O POVO) POL 02.06.2020 (Foto: Thaís Mesquita)
Ciro Gomes pediu desculpas ao povo chinês pelas falas de Eduardo Bolsonaro (foto: Thais Mesquita/O POVO) POL 02.06.2020 (Foto: Thaís Mesquita)

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), provável candidato à Presidência da República, aprofundou o racha com a cúpula nacional do PT nesta segunda-feira, 8. "Nunca mais essa quadrilha conta comigo", disse ao ser indagado sobre postura que teve no 2° turno das eleições de 2018, quando não participou da campanha petista. Declaração foi dada durante entrevista ao colunista Kennedy Alencar, do UOL.

Ciro Gomes também citou petistas que apoia e admira, como os governadores Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA) e Wellington Dias (PI). Fez menção ainda ao ex-senador Eduardo Suplicy (PT). O pedetista reforçou que seu problema é com o “lulopetismo corrupto e desinteressado com a sorte do Brasil".

Durante a entrevista, que durou pouco mais de uma hora, Ciro questionou o motivo pelo qual o PT não aproveita outros nomes de seus quadros para a disputa presidencial de 2022; o ex-presidente Lula já autorizou Fernando Haddad a fazer campanha pelo país como pré-candidato da legenda.

“Por que não bota o Camilo Santana? Por que não bota o Wellington Dias? Não. Tem que ser alguém para repetir a Dilma, que ele botou sem nenhuma experiência política para ficar mandando, e agora quer repetir o mesmo erro”, declarou.

O ex-ministro também criticou o debate em torno da elegibilidade do ex-presidente Lula. “Nós vamos ficar discutindo: o Lula é elegível? O Lula é inelegível? Olha, esse filme eu já vi. Não contem comigo. Não contem comigo para esse circo mambembe, porque a tragédia brasileira não permite mais contemporização”, apontou, questionando eventual vitória da sigla em 2022.

"Derrotar o Bolsonaro e construir uma saída para o Brasil, é razoável que a saída para o Brasil seja voltar o Lula e o petismo ao poder? É isso, a volta ao passado, de quem tendo tido a oportunidade de ouro de governar por 14 anos, com popularidade que alcançou 86%, não ter promovido uma única mudança institucional na vida brasileira?”.

Nas últimas semanas, Ciro tem reforçado seu rompimento com o PT; chegando a dizer que sua tarefa é "necessariamente derrotar o PT no primeiro turno" de 2022. Do outro lado, parte dos petistas reforçam o distanciamento; o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad colocou Ciro no rol de possíveis candidatos de direita que se apresentarão na disputa majoritária no ano que vem.