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Política
NOTÍCIA

Após prisão, PSL afirma que Daniel Silveira será expulso do partido

O presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar, que representou o partido, afirmou que a sigla "repudia com veemência os ataques proferidos" pelo parlamentar

Júlia Duarte
10:36 | 17/02/2021
Daniel Silveira, à esquerda, ficou famoso após ajudar a quebrar placa com o nome de Marielle Franco (Foto: Reprodução/Twitter)
Daniel Silveira, à esquerda, ficou famoso após ajudar a quebrar placa com o nome de Marielle Franco (Foto: Reprodução/Twitter)

Preso nesta terça-feira, 16, após publicar vídeo com ataques e ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) também deve ser expulso do PSL, partido a qual é filiado. A Executiva Nacional do PSL divulgou nota em que repudia as ações do deputado e afirma que está "tomando todas as medidas jurídicas cabíveis" para a expulsão.

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O presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar, que assina o texto, afirmou que a sigla "repudia com veemência os ataques proferidos" pelo parlamentar, classificados como "inaceitáveis". As falas do deputado, segundo o partido, não se enquadram dentro da liberdade de expressão.

"Os ataques, especialmente da maneira como foram feitos, são inaceitáveis. Esta atitude não pode e jamais será confundida com liberdade de expressão, uma conquista tão duramente obtida pelos brasileiros e que deve estar no cerne de todo o debate nacional", diz um trecho do comunicado.

O PSL também afirmou que o STF, alvo dos ataques, é "um dos pilares do Estado Democrático de Direito" e que "jamais abrirá mão de defender este alicerce institucional". "Ao lado do Legislativo e do Executivo, a tríade de Poderes que assegura a existência da República", diz a nota.

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No fim, Bivar conclui dizendo que "a Executiva Nacional do partido está tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para a afastamento em definitivo do deputado dos quadros partidários".

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso em flagrante pela Polícia Federal na noite desta terça-feira, 16. A ordem para a prisão foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pela redes sociais, o deputado chegou a comentar a própria prisão. "Polícia federal na minha casa neste momento cumprindo ordem de prisão, ilegal, do ministro Alexandre de Moraes", escreveu. Em outro texto, ele afirmou que a prisão seria motivo de "orgulho". "Ser “preso” sob estas circunstâncias, é motivo de orgulho", completou.

A ação aconteceu após o parlamentar publicar vídeo nas redes sociais atacando todos os ministros do STF, com especial destaque ao ministro Edson Fachin, que subiu o tom contra uma declaração de 2018 feita pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas.

Ele classificou como 'intolerável e inaceitável' qualquer forma de pressão sobre o Poder Judiciário. A manifestação do ministro foi feita após revelação que um tuíte de Villas Bôas, feito em 2018 e interpretado como pressão para que o Supremo não favorecesse o ex-presidente Lula, teria sido planejado com o Alto Comando das Forças Armadas.


(Com informações da Agencia Estado)