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Guarda Civil de Juazeiro do Norte e Semasp não aderem à paralisação de servidores

Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (Semasp) e Sindicato dos Agentes Municipais de Segurança Pública do Estado do Ceará (Sindiguardas) lançaram nota se posicionando sobre assunto

Gabriela Feitosa
12:03 | 11/01/2021

Representantes dos servidores da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (Semasp) de Juazeiro do Norte e Sindicato dos Agentes Municipais de Segurança Pública do Estado do Ceará (Sindiguardas) não aderiam paralisação convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Juazeiro do Norte (Sisemjun) programa para esta segunda-feira, 11.

De acordo com informações da Prefeitura, o grupo esteve reunido hoje com o titular da pasta, Diogo Machado. O objetivo do encontro era tratar de aspectos ligados à paralisação. Após a reunião, os servidores optaram por não aderir ao ato. "A Semasp presta serviços essenciais ao contexto urbano, portanto, uma paralisação teria impactos no cotidiano da cidade, especialmente no momento em que os serviços se encontram em readequação. Este foi um dos pontos de entendimento entre servidores e secretário", afirma nota.

A Guarda Civil Metropolitana também não irá aderir à paralisação convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Juazeiro do Norte (Sisemjun). Em nota, o Sindicato dos Agentes Municipais de Segurança Pública do Estado do Ceará (Sindiguardas) declarou repúdio ao movimento e informou que as alegações feitas pelo Sindicato dos Servidores Municipais "são precipitadas diante da situação financeira municipal, cujos débitos são oriundos da gestão anterior". "Além disso, o órgão reitera seu total apoio ao atual Prefeito Gledson Bezerra e ao Secretário de Segurança Pública Doriam Lucena", conclui texto.

Entenda o contexto

O Sindicato dos Servidores Públicos de Juazeiro do Norte convocou a categoria a paralisar as atividades nesta segunda-feira por atraso salarial. A entidade alega que o pagamento referente a dezembro deveria ter sido efetuado pela prefeitura até o quinto dia útil de janeiro. Na última sexta-feira, o novo prefeito Glêdson Bezerra disse em coletiva de imprensa que assumiu a prefeitura em meio a um caos financeiro. Segundo ele, o município soma déficit na casa dos 70 milhões de reais.

Em nota divulgada no sábado, o sindicato alegou que a prefeitura ainda não havia apresentado nenhuma proposta de pagamento da folha, mesmo após o fim do prazo legal. O vice-presidente da agremiação, Edson Xavier, salientou que, apesar de a nova gestão ter assumido a prefeitura há pouco tempo, os servidores precisam receber seus salários em dia.

Em vídeo divulgado na noite deste domingo, Glêdson Bezerra (Podemos), prefeito eleito da cidade, disse ter herdado débito de 23 milhões de reais com a folha salarial de dezembro e que a Prefeitura dispõe de apenas 14 milhões para o pagamento. O prefeito comunicou que os salários serão pagos ainda nesta semana, de forma escalonada, com prioridade para os servidores efetivos.

Ainda de acordo com o gestor, os pagamentos serão efetuados após a liberação das novas senhas bancárias da Prefeitura.

Em relação aos contratados e comissionados, a prefeito acrescenta que os pagamentos serão efetuados à medida que houver disponibilidade de recursos nos cofres da prefeitura. Glêdson ainda afirma que o débito de 45 milhões com fornecedores e prestadores de serviço será liquidado gradativamente a partir de uma nova política de austeridade fiscal que deverá resultar em economia de recursos.

Por telefone, o ex-prefeito Arnon Bezerra classificou como alarde sem precedentes o rombo de 70 milhões de reais nas contas do município apresentado pelo atual gestor. Disse ainda que a folha de dezembro não foi quitada em virtude de atrasos nas transferências constitucionais. O ex-gestor salientou que sua administração sempre manteve os pagamentos em dia e que fez um esforço para não demitir nenhum funcionário contratado ou comissionado durante a pandemia.

Sobre a dívida milionária com fornecedores, Arnon justifica que toda administração herda débitos e que a dívida não é do prefeito, e sim do município. Ele também afirmou que pretende se manifestar publicamente sobre o assunto após o fechamento do balanço financeiro da gestão anterior, previsto para ser concluído no fim deste mês. As informações são da rádio O POVO/CBN Cariri, que acompanha o caso.

O POVO entrou em contato com o presidente do Sisemjun, Marcelo Alves, que não atendeu as ligações até finalização da matéria.