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"Ou Camilo prevaricou ou está mentindo a mando do Ciro Gomes", diz Wagner

Capitão Wagner rebateu críticas de Camilo Santana, que o acusa de ter liderado motim da PM. Para o candidato, o governador age "a mando de Ciro Gomes"

Henrique Araújo
21:11 | 27/10/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23.10.2020: Sabatina com os candidatos a Prefeitura de Fortaleza. Capitão Wagner (foto: Thais Mesquita/O POVO) (Foto: Thais Mesquita)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23.10.2020: Sabatina com os candidatos a Prefeitura de Fortaleza. Capitão Wagner (foto: Thais Mesquita/O POVO) (Foto: Thais Mesquita)

Candidato do Pros à Prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner respondeu na noite desta terça-feira (27) às acusações feitas pelo governador Camilo Santana (PT) de que liderou motim da Polícia Militar em janeiro passado.

Citando decisão judicial que determinou suspensão de propaganda de José Sarto (PDT) reproduzindo as falas do petista, Wagner rebateu: “O juiz disse que, se eu tivesse de fato liderado motim, o governador teria que ter me denunciado na época”.

Em seguida, acrescentou: “Ou ele prevaricou ou está mentindo agora a mando do Ciro Gomes, e todo mundo sabe disso”.

As declarações foram dadas ao O POVO antes de Wagner participar de carreata no bairro Jardim América. Pouco antes, sobre um carro de som, o candidato havia reforçado as críticas.

Dirigindo-se aos apoiadores, exortou: “Governador, pare de mentir. Como é que o senhor diz que o capitão liderou o motim e o senhor não denunciou ou abriu um processo contra ele? Pare de mentir, ninguém aguenta mais tantas mentiras”.

Depois, falou que o “medo deles” é, se tiver um segundo turno, “nem estarem presentes”.

“Bateram na gente e não surtiu efeito”, continuou Wagner, “e estão batendo agora na segunda colocada. Estão batendo na segunda colocada, que é aliada política deles. Os dois partidos que estão em segundo e terceiro lugar são aliados políticos há mais de 20 anos”. 

Nessa segunda-feira, 26, após agenda ao lado do prefeito Roberto Cláudio (PDT), Camilo voltou a subir o tom contra Wagner, sobre quem falou que “representa o pior na política, representa o ódio, a mentira”.

Na semana anterior, o chefe do Abolição já tinha atribuído ao candidato papel de liderança na paralisação de policiais. As falas do petista foram replicadas por aliados de Sarto nas redes sociais.