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Política
NOTÍCIA

"Fortaleza é jovem e merece alguém jovem", afirma Heitor Freire, candidato à Prefeitura de Fortaleza; veja propostas

Grupo O POVO recebeu nesta sexta, 16, o quarto sabatinado: Heitor Freire, candidato pelo Partido Social Liberal (PSL). No sábado, 17, é dia de Paula Colares (UP) ser entrevistada

Gabriela Feitosa
12:26 | 16/10/2020
Quarta entrevista da série de sabatina com candidatos à Prefeitura de Fortaleza. Maisa Vasconcellos, juntamente com Carlos Mazza e Eduarda Talyci conversam com Heitor Freire, candidato do PSL (Foto: Reprodução/Facebook)
Quarta entrevista da série de sabatina com candidatos à Prefeitura de Fortaleza. Maisa Vasconcellos, juntamente com Carlos Mazza e Eduarda Talyci conversam com Heitor Freire, candidato do PSL (Foto: Reprodução/Facebook)

"Para endireitar Fortaleza". Esse é o lema da campanha do candidato à Prefeitura de Fortaleza pelo Partido Social Liberal (PSL), Heitor Freire, que destaca a necessidade de a Capital ter um gestor jovem à frente do Paço Municipal. Ele foi o quarto entrevistado da série de sabatinas que o Grupo O POVO está realizando até dia 24 de outubro. Candidato falou sobre suas propostas, projetos, apoio à Bolsonaro e outros temas na manhã desta sexta, 16. Mediação é de Maísa Vasconcelos.

Natural de Juazeiro do Norte (CE), Freire foi eleito em 2018 para seu primeiro mandato na Câmara de Deputados. Tem experiência em administração de empresas, empreendedorismo e mercado financeiro. Se posiciona como principal candidato da direita nessas eleições e como "deputado mais fiel" ao presidente Jair Bolsonaro. Conservador e cristão, é com essas caraterísticas que Heitor promete transformar Fortaleza, caso eleito. "A gente vai trabalhar com austeridade, cortar custos desnecessários, trabalhar com eficiência. Dinheiro tem sim, tem de onde tirar. Claro, vamos passar momentos difíceis, mas vamos investir nas áreas de emprego e renda", explicou.

Estas duas áreas, aliás, são as prioridades de Freire caso seja eleito. Para o candidato, garantir os dois setores ajudará Fortaleza a se reestruturar em um 2021 crítico, principalmente devido pandemia do novo coronavírus. "A fome chegou nas famílias mais rápido que o próprio vírus. Já estávamos enfrentando tempos difíceis e a pandemia acabou afundando mais", considerou candidato.

Uma das propostas é o "Renda Fortaleza", que seria dado apoio financeiro às pessoas em condições vulneráveis. Tem também o "Fortaleza Agora Vai", onde Prefeitura investiria em pequenos comerciantes dos bairros. "Obviamente, Fortaleza hoje tem muitas prioridades. Chegamos ao fundo do poço. A grande maioria dos bairros de Fortaleza foi esquecida. Não serei hipócrita de trabalhar apenas para um pequeno grupo de Fortaleza", afirmou Freire.

O seu plano de governo dá mais detalhes sobre como o candidato pretende fortalecer mercado de trabalho da Capital:

Banco de fomento aos Micro Empreendedores Individuais (MEI);
Melhorar o ambiente de negócios por meio da desburocratização;
Respeito aos contratos, promovendo segurança jurídica;
Estímulo técnico, por meio de edital, à criação de incubadoras de novos negócios,
sobretudo digitais;
Programa de compra de insumos próprios de vendedores locais;
Estímulo às cooperativas de frentes de trabalho - construção civil e limpeza urbana
em especial;
Fortalecimento para as ações de uma cultura empreendedora, em especial para os
pequenos negócios;
Fomento ao turismo, atraindo famílias brasileiras e estrangeiras para conhecer a
cidade com o litoral mais bonito do país, fortalecendo a economia local;
Criar um programa de primeiro emprego para jovens;

Para Freire, as propostas são possíveis e viáveis. Segundo candidato, a Prefeitura conta com muitos recursos financeiros, mas é preciso "saber como gastar". Apaixonado por empreendedorismo, como ele colocou na sabatina, acredita que sua experiência e jovialidade (candidato tem 39 anos), são importantes para gerir Fortaleza: "Uma cidade jovem merece alguém jovem".

Apoio à Bolsonaro

 

Heitor Freire (PSL) confessou se sentir um pouco decepcionado com Bolsonaro, que declarou apoio ao Cap. Wagner (Pros). "Me decepcionei em certa parte, porque sei que o candidato que ele apoia não é uma pessoa que defende princípios da direita. Ele nem menciona o nome do Bolsonaro", disse. Ainda assim, Freire afirmou que vai continuar apoiando o presidente, com quem compartilha ideias semelhantes. Disse que votaria em Jair novamente e que, enquanto candidato de direita, defende a liberdade e a intervenção mínima do Estado. Mas uma possível gestão sua, deverá garantir apoio social a quem mais precisa. Freire citou o lema do Exército que diz que "o braço é forte, mas a mão é amiga".

Assim como seu xará, Heitor Férrer, Freire está esperançoso após resultado da primeira pesquisa Ibope sobre as Eleições 2020. "A campanha começou agora. Muita gente não conhece o Heitor Freire. O jogo só termina no apito dos 45 minutos do segundo tempo", ponderou.

 "Polícia municipal"

 

Para área de segurança, Freire propõe que seja criada uma "Polícia Municipal", que seria resultado do fortalecimento da Guarda Municipal. A ideia é armar os agentes, realizar treinamento de inteligência, trabalhar em paridade com Polícia Militar. Heitor aproveitou assunto para criticar postura do candidato Wagner, que foi visitar uma comunidade de Fortaleza usando colete à prova de balas. "Entrar numa comunidade com colete é mandar recado de que todos são bandidos. O Estado perdeu, mas tem que ter mão forte agora para vencer. Só tem eu mesmo de diferente. Fortaleza é jovem e merece alguém jovem", reforçou.

Política de cotas

 

O candidato do PSL afirmou ser contra qualquer política de cotas, pois considera que a medida apenas "divide" população. O que Freire pretende é dar oportunidades iguais para todos. Ele ressalta ter orgulho de sua origem, mas não acha que é hora de ficar "dividindo Brasil". "Aqui todos somos mesclados. A gente tem que trabalhar com inclusão. Não vou ficar dividindo o Brasil: Sul contra Norte, negro contra branco. Nós somos lindos porque somos miscigenados", disse. Candidato não se considera branco e afirmou ter orgulho de seu pai negro e sua avó indígena: "Eu amo o Brasil por causa disso. O que eu defendo é oportunidade para o povo. O que concordo é que a gente tem que levantar a qualidade do ensino", argumentou.

Você pode ler o plano de governo de Heitor Freire e dos outros candidatos aqui. 

No sábado, 17, a sabatinada será Paula Colares (UP). Você pode acompanhar debate pela Rádio O POVO/CBN e Facebook.

Veja as próximas sabatinas:

O primeiro a passar pela mesa foi Anízio Melo (PCdoB), seguido por Renato Roseno (PSOL), Heitor Férrer (SD), Heitor Freire (PSL), Paula Colares (UP), Célio Studart (PV), José Sarto (PDT), Luizianne Lins (PT), Wagner Souza (Pros) e, finalmente, Samuel Braga (Patriota), no dia 24 de outubro. José Louretto, do PCO, será o único ausente da programação.

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