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Política
NOTÍCIA

Witzel cita família Bolsonaro e 'possível uso político' do MPF

Através de nota, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a atuação se baseia em provas e recusou a tese de uso político da investigação

17:48 | 28/08/2020

Durante pronunciamento na manhã desta sexta-feira, 28, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) se disse indignado com a determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em afastá-lo do cargo imediatamente devido a suspeitas de fraude em compras na área da saúde durante a pandemia do coronavírus. Em defesa, o governador chegou a citar "possível uso político" do Ministério Público Federal.

"É uma busca e decepção. Não encontrou R$ 1, uma joia. Simplesmente mais um circo sendo realizado. Lamentavelmente a decisão do Sr. Benedito (Gonçalves, ministro responsável pela decisão), induzido pela procuradora na pessoa da dra. Lindora (Araújo, subprocuradora-geral da República), está se especializando em perseguir governadores e desestabilizar os estados com investigações rasas, buscas e apreensão preocupantes. Eu e outros governadores estamos sendo vítimas do possível uso político da instituição", afirmou.

Witzel aproveitou também para citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Já declarou que quer o Rio de Janeiro. Já me acusou de perseguir a família dele, mas diferentemente do que ele imagina, aqui a Polícia Civil, o Ministério Público é independente e eu me preocupo muito com essa questão política que vivenciamos hoje", disse. [...] "O presidente da República fez acusações contra mim extremamente graves e levianas. Acredita que vou ser candidato a presidente? O Brasil precisa de gente séria, de gente comprometida com um futuro melhor".

Nesta manhã, Bolsonaro ironizou a situação logo após o afastamento.