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Críticas de pré-candidatos do PDT a Bolsonaro respingam em Capitão Wagner no primeiro debate

PDT iniciou discussões que devem orientar escolha do candidato à sucessão de Roberto Cláudio

Carlos Holanda
20:55 | 22/07/2020
Primeiro debate de pré-candidatos do PDT a prefeito de Fortaleza (Foto: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)
Primeiro debate de pré-candidatos do PDT a prefeito de Fortaleza (Foto: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Num dos primeiros movimentos concretos para a sucessão de Roberto Cláudio (PDT), o PDT promoveu debate online na noite desta quarta-feira, 22, entre os pré-candidatos anunciados pelo partido à disputa: Ferruccio Feitosa, Idilvan Alencar, Salmito Filho, Samuel Dias e Sarto Nogueira.

O tom foi de cordialidade entre os pré-postulantes, o que não impediu a demonstração de interesse em representar o grupo de Ciro Gomes, Cid Gomes e RC na corrida ao Paço. Outra marca do primeiro encontro de pedetistas foram as críticas ao governo Bolsonaro, que se refletiu, ainda que indiretamente e sem citá-lo, em Capitão Wagner (Pros), a quem os pedetistas aproximaram de Bolsonaro.

Ouça a análise no podcast Jogo Político:

"É o país que não cuidou da pandemia. Esse presidente sequer fechou os aeroportos. Se aventurar e votar num cidadão que só tem farofa para falar, não tem histórico para falar, cresce em cima disso. Acho que o povo está fora", alfinetou Idilvan.

Ex-secretário especial da Copa do Mundo no Ceará, Ferruccio avaliou que o governo Bolsonaro, após mais de um ano e meio no comando do País, não disse a que veio com propostas e, em vez disso, aprofunda conflito entre poderes. "Foi eleito um prepotente, desastrado, arrogante. Nunca administrou nada, aliás, administrou o gabinete (parlamentar) e muito mal."

Nome mais ligado ao prefeito Roberto Cláudio e responsável pela gestão de obras pela Cidade, um dos trunfos da gestão pedetista, o ex-secretário de Governo Samuel Dias pela primeira vez foi para o embate político. Ele disse que Fortaleza não pode ser entregue “a quem não tem experiência.”

E emendou, em recado indireto a Wagner: "Maior perigo que pode existir são os clones dos clones. A gente tem o Bolsonaro sendo clone do Trump. Mas existe também os clones locais, que se espelham na nossa política e vão tentar a Prefeitura para desconstruir esse trabalho daqui, e a missão dos aliados é não deixar que isso aconteça." Samuel disse durante a transmissão que estava nervoso no que classificou como sua primeira ação política.

Ao que o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, José Sarto, o disse que não era motivo para isso, já que se tratava de uma conversa entre aliados e amigos. Aliado histórico dos irmãos Ferreira Gomes, ele aproveitou o tempo de fala para também criticar o governo Bolsonaro, a quem atribuiu intolerância e inclinação para conflitos desnecessários.

São tempos de "ondas de obscurantismo, de preconceito, diria de conservadorismos exacerbados, que tentam vir para nossas bandas, como está acontecendo no mundo todo", ele disse. "Vejo discursos dizendo, 'ah, nova política', a nova política que estava há 28 anos no Congresso Nacional (...), que tem série de denúncias. (...) A minha palavra é que a gente tem que ser tolerante, mas tem que reverter esse quadro pelo argumento."

Salmito Filho, por sua vez, afirmou que a liderança de Roberto Cláudio conseguiu em pouco tempo mostrar infraestrutura necessária de mobilidade urbana. E elegeu emprego e renda como uma das prioridades. "Temos que avançar gerando oportunidades principalmente para a população de Fortaleza, que ainda é muito vítima da desigualdade."