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Bolsonaro define Alexandre Ramagem no comando da PF, segundo emissora

Delegado ocupava cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e é nome próximo da família do presidente da República

20:35 | 24/04/2020
Delegado ocupava cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); troca de comando da PF foi motivo da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça
Delegado ocupava cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); troca de comando da PF foi motivo da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria definido, na noite desta sexta-feira, 24, o delegado Alexandre Ramagem como novo diretor-geral da Polícia Federal (PF). As informações são da CNN. Anteriormente, Ramagem ocupava o cargo de diretor-geral na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

A nomeação vem após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O pedido de demissão partiu do próprio Moro, precisamente por discordâncias quanto à indicação ao comando da PF. Segundo o agora ex-ministro, o presidente teria sido informado que a indicação seria "interferência política", e Bolsonaro disse que este era o objetivo.

Ramagem tem proximidade com a família Bolsonaro, tendo sido parte da escolta do então candidato à Presidência durante a campanha de 2018, tendo entrado na equipe apenas após o capitão reformado ter sido esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ramagem também atuou na Operação Lava Jato.

Caso a troca seja confirmada, Ramagem assume devido à demissão de Maurício Valeixo, indicado por Sergio Moro ao cargo e exonerado, segundo o Diário Oficial da União (DOU), "a pedido" dele próprio — embora Moro negue que isso tenha acontecido.

Inicialmente a exoneração foi publicada no DOU com a assinatura do ex-ministro Moro, que negou ter conhecimento sobre o comando. A publicação, onde constam as determinações do Governo Federal, foi editada algumas horas depois sem a assinatura de Moro.