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Política
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Como o Governo do Estado reagiu ao primeiro mês de pandemia no Ceará

Suspensão de atividades não essenciais, isolamento social e auxílio à população mais vulnerável fazem parte das ações até aqui.

20:24 | 14/04/2020
Camilo Santana fez a declaração em suas redes sociais, após registro de aglomerações na Capital
Camilo Santana fez a declaração em suas redes sociais, após registro de aglomerações na Capital (Foto: REPRODUÇÃO)

A um dia de completar o primeiro mês desde o registro do primeiro caso de coronavírus no Ceará, — três casos foram confirmados em 15 de março —, o Governo do Estado tem recebido alta aprovação popular às suas respostas ao cenário de crise. O governador Camilo Santana (PT) estabeleceu série de medidas para mitigar efeitos da pandemia nesses primeiro 30 dias. Suspensão de atividades não essenciais, prorrogações de isolamento social, auxílio à população mais vulnerável e decreto de calamidade pública fazem parte das ações até aqui.

O primeiro decreto de isolamento social ocorreu no dia 19 de março e já foi estendido duas vezes; atual tem validade até 20 de abril, mas espera-se nova prorrogação. Nas medidas que se referem à população mais vulnerável neste momento destacam-se a isenção por três meses na conta de água e esgoto das famílias de baixa renda com consumo de até 10m³ por mês, beneficiando mais de 338 mil famílias e a suspensão da conta de energia para população de baixa renda com consumo básico de até 100 kwh/mês, beneficiando 534 mil famílias pelo Estado.

O Governo também anunciou distribuição de 200 mil botijões de gás para população mais vulnerável e distribuição de 423 mil cartões vale-alimentação, no valor de R$ 80, para alunos da rede pública de ensino. Estima-se que cerca de 2,5 milhões de cearenses são beneficiados com todas as medidas. A medida de calamidade pública isenta o Executivo estadual de cumprir metas fiscais para combate à Covid-19.

Apesar de boa aprovação popular, o governo tem enfrentado pressão de alguns setores, dentre eles o empresarial e o religioso. Pesquisa realizada no último dia 28, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), apontou que 61,8% dos empresários defendiam a reabertura de estabelecimentos. Recentemente, Camilo chegou a assinar decreto que flexibilizava o isolamento social para a indústria e parte do comércio no Ceará, mas recuou horas depois, após o Comitê de Saúde manifestar preocupação com a flexibilização do isolamento.

Além disso, ao menos três projetos na Assembleia Legislativa pedem reabertura de templos religiosos no Ceará. Propostas tentam classificar como "atividade essencial" o funcionamento dos mesmos. Deputados defendem que a prática religiosa auxiliará no estado emocional das pessoas e que ações sociais promovidas por igrejas e templos tem peso importante neste momento.

Atualmente, o Ceará registra 2.070 casos confirmados de coronavírus, com 111 mortes. Especialistas avaliam que o isolamento social tem impedido que o cenário seja pior.

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