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"Bolsonaro queria ir ao jogo do Palmeiras", brinca porta-voz sobre disposição do presidente

Segundo Rêgo Barros, o presidente "está super bem" e já chegou a caminhar neste sábado, 14
13:32 | Set. 14, 2019
Autor Wanderson Trindade
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Wanderson Trindade Repórter
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Tipo Notícia

O porta-voz da Presidência da Repúblico, Otávio Rêgo Barros, brincou ao falar com jornalistas sobre a recuperação de Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com Rêgo Barros, o presidente está tão dispostos que até “queria ir ao jogo do Palmeiras”, que enfrenta neste sábado, 14, o Cruzeiro, em São Paulo.

“Hoje o doutor Antônio (Macedo) teve de dar um ‘puxão de orelha’ no presidente porque ele queria ir ao jogo do Palmeiras”, disse Barros nesta manhã. No Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, Bolsonaro se recupera de mais uma cirurgia decorrente do ataque à faca que sofreu durante a campanha eleitoral do ano passado.

Segundo o porta-voz, o presidente “está super bem” e já chegou a caminhar neste sábado. “À noite, o doutor Macedo vai voltar para fazer uma reavaliação da questão de alimentação. Diminui a endovenosa e começa a aumentar ou começar a inserir a cremosa”, brincou.

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A dieta do presidente é composta, por enquanto, apenas de água, chá e bolsa de alimentação. A expectativa de sua alta de Bolsonaro está mantida para segunda-feira, 16, ou terça-feira, 17. Rêgo Barros, no entanto, teria demonstrado otimismo para a possibilidade de o presidente ser liberado até mesmo antes deste prazo.

Nova cirurgia de Bolsonaro

No último domingo, 8, Bolsonaro passou pela quarta cirurgia após o atentado que sofreu em 6 de setembro de 2018. O médico responsável pela cirurgia de Bolsonaro, Antônio Macedo, informou que o presidente poderia ter alta dentro de três ou quatro dias, mas sua liberação estava vinculada à melhora nos movimentos intestinais e ao avanço nas dietas.

Luiz Eduardo Ramos

Bolsonaro tem orientado o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, a fazer a interlocução com os congressistas para a agregar a base do governo no Congresso Nacional. "Confiando na capacidade dos seus ministros, o presidente Bolsonaro, neste momento, tem indicado, orientado o ministro Luiz Eduardo para que faça essa interlocução, representando-o nesse diálogo com os congressistas", disse o porta-voz da Presidência.

Segundo ele, a partir da conexão do ministro Ramos com o Congresso, o governo vai identificar as possibilidades de melhorar a capacidade de inserção das suas ideias junto aos parlamentares. O governo se esforça para reaglutinar a base governista com a liberação de emendas parlamentares e distribuição de cargos.

Questionado se essa ação do governo não seria a repetição da estratégia de gestões anteriores e que foram duramente criticadas por Bolsonaro na campanha eleitoral, Barros afirmou que a interlocução do ministro é "republicana" e orientada pelo presidente da República.

"A forma como o ministro vem dialogando é uma forma republicana. É uma forma orientada e liderada pelo senhor presidente da República", explicou Barros. "Neste momento, nós entendemos que o mais importante é ter o presidente completamente recuperado para, inclusive, a partir da sua liderança e do seu pensamento estratégico, poder juntar-se ao ministro Luiz Eduardo para apresentações da proposta do governo", acrescentou.

O governo vai condicionar a liberação de verbas para emendas parlamentares e a distribuição de cargos nos Estados a apoio no Congresso. Para monitorar se deputados e senadores estão sendo fiéis ao governo, o Palácio do Planalto começou a monitorar as redes sociais dos congressistas, os discursos dos políticos na tribuna e ainda a votação de cada um.

O objetivo do governo é usar até R$ 2 bilhões dos cerca de R$ 15 bilhões do Orçamento que serão desbloqueados nas próximas semanas para pagar emendas prometidas no âmbito da reforma da Previdência. Em contrapartida, porém, o governo está exigindo de deputados e senadores a aderência aos seus interesses.

Com Agência Estado

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