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Propinas da Odebrecht teriam favorecido políticos da Angola e sobrinho de Lula, diz revista

Supostos documentos de investigação de "autoridades da Suíça" estariam apontando para extensão de esquema de corrupção da empreiteira no país africano

15:32 | 09/08/2019
Supostos documentos de investigação de
Supostos documentos de investigação de "autoridades da Suíça" estariam apontando para extensão de esquema de corrupção da empreiteira no país africano (Foto: AFP )

Documentos de uma investigação conduzida por “autoridades da Suíça” teriam exposto a extensão do esquema de corrupção da Odebrecht. De acordo com a revista Veja, que diz ter tido acesso aos papéis, propinas pagas pela empreiteira brasileira teriam chegado à Angola, onde favoreceu “poderosos” daquele país. A publicação desta sexta-feira, 9, aponta ainda para favorecimento de sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por palestra realizada durante seminário sobre combate à fome, em 2014, Lula teria recebido quase R$ 500 mil pagos pela empreiteira, segundo diz a revista. “Lula foi recebido em Angola como ‘convidado especial’ do então presidente José Eduardo dos Santos, com direito a honras de chefe de Estado, tratamento vip e um jato à disposição”.

Os documentos que a Veja diz ter acesso seriam de uma investigação realizada por “autoridades da Suíça”, sem dizer quais. Neles, “as tramoias da empreiteira foram reveladas pelo ex-­diretor da empresa na África, Ernesto Baiardi”. O executivo, teria detalhado que “a companhia pagava subornos para garantir bons negócios no país”.

Entre os supostos beneficiários estariam o partido do governo, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA); o ex-­ministro de Finanças da Angola, José Pedro de Morais; o atual ministro de Petróleo; o ex-chefe do banco nacional de Angola; e o ex-­vice-ministro do Comércio.

Taiguara Rodrigues, sobrinho de Lula, também é apontado pela revista como suposto beneficiário dos pagamentos de propinas, que seriam referentes à obra da hidrelétrica de Cambembe – cidade localizada na província de Uíge, na região norte do país africano. “Ex-vidraceiro, o jovem se tornou um empresário bem-sucedido ao assinar contratos milionários com a Odebrecht sem precisar bater um prego”, traz a revista, comunicando que Taiguara contou com “uma mãozinha” de Lula.

“O ex-presidente e seu sobrinho são réus no processo que apura fraudes em contratos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco público que emprestou dinheiro para financiar os projetos de infraestrutura da Odebrecht em Angola. Em última instância, era de lá que saía a propina para Lula, José Eduardo, Taiguara e outros”, prossegue a Veja.

Redação O POVO Online