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Política
NOTÍCIA

Intervenção de Bolsonaro em propaganda de estatais contraria lei e governo volta atrás

O ministro Santos Cruz, da Secretaria de Governo da Presidência, disse que a publicidade a intervenção "não tem validade", pois fere normas do próprio Governo. Porém, ele não informou se propaganda do Banco do Brasil voltará ao ar

11:58 | 27/04/2019
O ministro da Secretaria de Governo, Alberto dos Santos Cruz, afirmou que, em relação ao Banco do Brasil, uma nova veiculação estaria a cargo do presidente da estatal.
O ministro da Secretaria de Governo, Alberto dos Santos Cruz, afirmou que, em relação ao Banco do Brasil, uma nova veiculação estaria a cargo do presidente da estatal.(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A decisão tomada pelo Governo na sexta-feira, 26, em relação à interferência nas campanhas de publicidade e divulgação das estatais, foi um considerada um engano pelo ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo da Presidência.

Em comunicado, o Ministério afirmou que "não cabe à Administração Direta intervir no conteúdo da publicidade estritamente mercadológica das empresas estatais". Santos Cruz ainda disse que a interferência na publicidade de estatais "não tem validade", pois fere normas do próprio Governo. A iniciativa contratia a Lei das Estatais.

A afirmação aconteceu após o Palácio do Planalto enviar um comunicado às estatais dizendo que toda ação de publicidade, inclusive de natureza mercadológica, deveria ser submetido para "conformidade prévia".

A justificativa seria a pretensão do Governo de "maximizar o alinhamento de toda ação de publicidade do poder Executivo Federal".

Banco do Brasil

Em relação ao comercial do Banco do Brasil, que foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro afirmou que uma nova veiculação estaria a cargo do presidente da estatal.

A campanha publicitária tinha linguagem direcionada ao público jovem e era marcada pela pluralidade, contava com atrizes e atores negros, jovens tatuados e com cabelos compridos.

Assista à propaganda vetada do Banco do Brasil e a análise dos jornalistas do O POVO:

Redação O POVO Online