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Política
Suspeitas de corrupção

Todos os últimos ex-governadores eleitos no Rio foram presos ou estão mortos

Pezão e Cabral cumprem pena atualmente. Já Rosinha e Garotinho conseguiram responder em liberdade a processos. Moreira Franco foi preso nesta quinta-feira

19:59 | 21/03/2019
O ex-ministro, Moreira Franco, teve carro interceptado pela Polícia Federal (PF) após sair do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
O ex-ministro, Moreira Franco, teve carro interceptado pela Polícia Federal (PF) após sair do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Preso nesta quinta-feira, 21, Moreira Franco (MDB) era, até então, o único ex-governador eleito do Rio de Janeiro que não havia sido preso. A não ser Wilson Witzel (PSC), em exercício, todos os outros políticos escolhidos pelos eleitores nas urnas para tal cargo estão ou foram levados a prisões.

Franco é o ex-governador vivo mais antigo. Ele ocupou o Palácio Guanabara entre 15/3/1987 e 15/3/1991. O mandado foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro. O caso envolve o suposto pagamento de propina para que a empresa Engevix fosse contratada para a realização de obra na usina de Angra 3. Além do ex-governador, o ex-presidente Michel Temer (MDB) foi preso. O magistrado entendeu que havia indícios de destruição de provas por parte dos suspeitos.

Governador entre 1/1/1999 e 6/4/2002, Anthony Garotinho (PRP) já foi preso três vezes. Em novembro de 2016, ele foi alvo da Operação Chequinho e acabou na prisão por suspeita de comprar votos usando o programa Cheque Cidadão. Em setembro de 2017, o ex-governador novamente foi à prisão após ser condenado por fraude eleitoral. Naquele mesmo ano, em novembro de 2017, ele foi preso na Operação Caixa D'Água, que investigou crimes eleitorais.

Rosinha Garotinho (PR), governadora entre 1/1/2003 e 1/1/2007, foi presa em novembro de 2017 acompanhada do marido, o ex-governador Garotinho. Ambos eram suspeitos de crimes eleitorais envolvendo corrupção, concussão, participação em organização criminosa e irregularidades na prestação de contas eleitorais.

Preso desde novembro de 2016, Sérgio Cabral (MDB) já foi condenado em oito processos e é réu em outros 20. As acusações apontam esquemas de corrupção durante o período entre 1/1/2007 e 3/4/2014, quando esteve no Governo do Rio. As condenações contra ex-governador atingem quase 200 anos de prisão.

Último governador do Rio eleito – antes de Witzel – Fernando Pezão (MDB) está preso desde novembro do ano passado após condenação da 8ª Vara de Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O político foi considerado culpado em processo de improbidade administrativa.

Eleitos após Moreira Franco, Leonel Brizola e Marcello Alencar faleceram em 2004 e 2014, respectivamente.

O Povo