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Política
PRESO NA OPERAÇÃO LAVA JATO

Policiais federais usaram táxi para interceptar carro com Moreira Franco

Após sair de aeroporto, carro do ex-ministro das Minas e Energia foi interceptado pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 21

18:43 | 21/03/2019
O ex-ministro, Moreira Franco, teve carro interceptado pela Polícia Federal (PF) após sair do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
O ex-ministro, Moreira Franco, teve carro interceptado pela Polícia Federal (PF) após sair do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quatro policiais federais usaram um táxi para interceptar o carro do ex-ministro das Minas e Energia, Wellington Moreira Franco (MDB-RJ), na manhã desta quinta-feira, 21. A ação ocorreu depois de Moreira Franco desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

Ao perceberem que estavam longe da viatura, os agentes ordenaram que o motorista do táxi seguisse Moreira Franco, usando a faixa do transporte coletivo, BRT. Ao ultrapassar o automóvel, um SUV, modelo Volvo e de cor marrom, o ex-ministro foi capturado pelos agentes da PF em uma avenida do Rio de Janeiro que dá acesso ao Aeroporto Tom Jobim.

Em nota, a defesa de Moreira Franco demonstrou inconformidade com o decreto da prisão cautelar. “Afinal, ele encontra-se em lugar sabido, manifestou estar à disposição nas investigações em curso, prestou depoimentos e se defendeu por escrito quando necessário. Causa estranheza o decreto de prisão vir de juiz de direito cuja competência não se encontra ainda firmada, em procedimento desconhecido até aqui”.

Prisão de Temer

O ex-presidente Michel Temer (MDB) também foi preso nesta quinta após ter veículo interceptado por policiais federais. Mandado de prisão foi emitido pelo juiz federal da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas. A medida partiu das investigações do caso Lava Jato. Com a prisão de Moreira Franco, o estado do Rio tem seu quinto ex-governador preso. Os mandados ocorreram em menos de três anos.

Larissa Carvalho