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China aprova de forma "condicional" pílula anticovid da Pfizer

O medicamento antiviral é comercializado com Paxlovid e foi licenciado por 40 países, incluindo Estados Unidos e Israel. Ainda não há venda do produto no Brasil
11:46 | Fev. 12, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A agência reguladora de medicamentos da China afirmou neste sábado, 12, que deu aprovação "condicional" ao uso da pílula anticovid da Pfizer, com sede nos Estados Unidos, para tratar adultos com doenças leves, ou moderadas, que podem desenvolver sintomas graves.

A Administração Nacional de Produtos Médicos também solicitou que mais pesquisas sobre o medicamento sejam realizadas e enviadas para a entidade.

Administrado por via oral, este tratamento antiviral é comercializado como Paxlovid e foi licenciada em pelo menos 40 países, incluindo Estados Unidos e Israel. A União Europeia permitiu seu uso aos países-membros enquanto processa sua autorização oficial. Os antivirais agem reduzindo a capacidade de um vírus de se replicar, contendo, assim, a doença.

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Estudos mostraram que o remédio reduz significativamente as hospitalizações e mortes em pacientes com risco de desenvolver uma forma grave da doença e provavelmente continua sendo eficaz contra a variante Ômicron.

Este sinal verde condicional da China surge após vários meses com uma série de surtos no país. A nova onda colocou em risco a estratégia "covid zero" promovida por Pequim, depois de controlar a primeira onda da pandemia, que surgiu em Wuhan.

Embora longe dos níveis de infecção de outros países, a China ainda está lidando com vários surtos isolados que causaram o confinamento de uma cidade do sul nesta semana, onde os casos dispararam. Nas últimas 24 horas, foram 40 novos pacientes em todo país.

Embora esses números sejam irrisórios em comparação com os registrados em outras partes do mundo, levam o governo a redobrar sua vigilância no momento em que Pequim celebra os Jogos Olímpicos de Inverno até 20 de fevereiro.

Todos os participantes estão confinados em uma hermética bolha sanitária, que impede o contato com o restante da população. Até agora, a China não autorizou nenhuma vacina estrangeira contra o coronavírus. As únicas disponíveis no país são as de fabricantes locais.

Os imunizantes do laboratório público Sinopharm e do privado Sinovac - com a técnica clássica do vírus inativado - são os mais utilizados.

Segundo o Ministério chinês da Saúde, que informou no final de janeiro uma taxa de vacinação completa (duas doses) de mais de 90% da população, 3,03 bilhões de vacinas já foram aplicadas no país. Permanecem, contudo, dúvidas sobre sua eficácia contra as novas variantes. Sinovac indicou que pretende desenvolver uma dose específica contra a ômicron.

No final de janeiro, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) aprovou o Paxlovid da Pfizer, o primeiro tratamento antiviral oral contra a doença autorizado na União Europeia (UE). Esse tipo de medicamento pode marcar um passo para o fim da pandemia, já que pode ser tomado com um simples copo d'água.

Paxlovid é uma combinação de uma nova molécula, a PF-07321332, com o ritonavir, um antiviral contra o HIV, tomados em comprimidos separados. A Pfizer afirma ter vendido o correspondente a US$ 72 milhões destes medicamentos em 2021.


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