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Guterres pede que colombianos 'não poupem esforços' por Acordo de Paz

20:04 | Jan. 13, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A violência e os grupos armados ilegais são uma ameaça ao Acordo de Paz na Colômbia, adverte o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que também apela aos colombianos que "não poupem esforços" para que o pacto funcione.

Embora "não seja muito tarde para reverter esta tendência, serão necessárias ações muito mais sustentadas e efetivas" para que o acordo tenha sucesso, garante o secretário-geral no último relatório trimestral sobre os avanços da missão da ONU na Colômbia.

"Esta janela de oportunidade histórica pode se fechar gradualmente" se persistirem os níveis de violência, adverte o diplomata português, depois de elogiar os "avanços históricos" produzidos graças aos "esforços determinados" dos colombianos.

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Desde que os acordos foram assinados em novembro de 2016, 303 ex-combatentes foram assassinados, entre eles 10 mulheres.

Em 2021 na Colômbia, em torno de 72.600 pessoas foram deslocadas e 65.200 confinadas à força, das quais 41% são indígenas e 29% são afro-colombianas, segundo dados da ONU.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) documentou 56 assassinatos em larga escala com 222 vítimas no país em 2021.

A missão de Observação da ONU na Colômbia vem constatando que são crescentes as "ameaças de grupos armados ilegais contra ex-combatentes que participam de iniciativas coletivas".

Por isso, Guterres pede ao governo e às entidades estatais que "não poupem esforços na implementação integral" do acordo.

O pacto prevê a reinserção de cerca de 13 mil ex-integrantes da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que depuseram as armas e se comprometeram com a paz, assim como um sistema de Justiça de transição para reparar e lançar luz sobre os crimes cometidos durante meio século de guerra civil.

Em face das eleições legislativas e presidenciais de 2022, Guterres assinalou: "Tenho confiança de que todo o povo colombiano e os dirigentes políticos do país possam reconhecer, de uma vez por todas, que a conquista de uma paz duradoura não pode continuar sendo motivo de desacordo".

O secretário-geral da ONU apresenta trimestralmente ao Conselho de Segurança um relatório para justificar a presença da Missão de Observação da ONU na Colômbia. Este último corresponde ao período entre 25 de setembro e 27 de dezembro de 2021.

af/mr/rpr/mvv

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