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Eleições nos EUA: "reprimidas" pelo Twitter, acusações de Trump reforçam possível derrota do atual presidente

Mensagens no Twitter reforçam a negação de Trump sobre a derrota que parece já estar se avizinhando nas eleições nos EUA, uma vez que o candidato afirmou que recorreria à Suprema Corte Americana caso isso acontecesse

Gabriela Almeida
19:18 | 05/11/2020
Trump tem questionado processo eleitoral após perder vantagem (Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)
Trump tem questionado processo eleitoral após perder vantagem (Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)

Além de estar sendo palco de incertezas, a corrida pela presidência nos EUA também é marcada por críticas e acusações feitas nas redes sociais pelo candidato Donald Trump. Buscando a reeleição, o republicano tem perdido vantagem em alguns estados do País e utilizado sua página oficial no Twitter para acusar o processo eleitoral de "fraude", o que fez com que a rede social chegasse a bloquear algumas de suas mensagens.

O término das votações ocorreu na última terça-feira, 3, e a fase inicial da apuração dos votos indicava uma vantagem de Donald Trump. No entanto, a disputa passou a ficar acirrada e Joe Biden começou a ganhar  em estados importantes, como o Arizona, região cuja vitória já é dada ao democrata por veículos da imprensa americana.

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Trump passou então a declarar que sua vantagem estava sumindo "magicamente" em alguns estados e começou a questionar o sistema de apuração. "Stop the fraud! (parem com a fraude)", escreveu o presidente em sua página oficial do Twitter, nesta quinta-feira, 5.

Antes disso, o republicano havia usado a plataforma para exigir uma recontagem dos votos em estados decisivos, como a Pensilvânia, Michigan e Wisconsin. A mensagem reforça a negação de Trump sobre a derrota que parece já estar se avizinhando, uma vez que o candidato afirmou que recorreria à Suprema Corte Americana caso isso acontecesse.

Como resposta às repetitivas acusações sem provas do presidente, o Twitter bloqueou todas as mensagens acusatórias feitas pelo candidato. "Alguns ou todos os conteúdos compartilhados neste Tweet são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico", é o informativo utilizado pela ferramenta para substituir algumas das mensagens. 

Mesmo com o bloqueio das postagens, o candidato ainda segue tentando usar a plataforma para insinuar uma manipulação no processo de contagem dos votos. A insistência fez com que parlamentares democratas solicitassem à rede social que a conta do presidente fosse suspensa até o fim da apuração.

"No momento, a conta do presidente no Twitter está postando mentiras e desinformação em um ritmo de tirar o fôlego. É uma ameaça à nossa democracia e deve ser suspensa até que todos os votos sejam contados", escreveu o congressista representante de Rhode Island, David Cicilline.

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Até as 16 horas desta quinta, Joe Biden aparecia com vantagem sobre o concorrente Donald Trump - com 253 votos ao Colégio Eleitoral conquistados contra 214. O democrata vence em estados como Delaware, Nova York e Califórnia, já o republicano ganha em regiões como Indiana, Kentucky, Missouri, Tennessee e Virgínia Ocidental.

Ainda não declararam vencedor os estados de Geórgia, Carolina do Norte, Alaska, Pensilvânia e Nevada. Alguns veículos de imprensa americana, responsáveis pela divulgação do resultado, chegaram a afirmar que Arizona havia sido ganha por Biden, mas ainda existe a possibilidade de uma reviravolta na contagem da região.

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