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Exércitos de China e Índia voltam a se acusar após novo incidente na fronteira

14:23 | 09/09/2020
Os Exércitos da Índia e da China se acusaram mutuamente na terça-feira, 8, de disparar para o ar na fronteira do Himalaia, marcando uma nova escalada de tensão entre os dois países vizinhos.
De acordo com o coronel Zhang Shuili, porta-voz da força militar chinesa na região, a agressão aconteceu na segunda-feira, 7, quando as "tropas indianas entraram ilegalmente pela da margem sul do lago Pangong Tso, na área ocidental da fronteira".
Segundo o oficial do Exército de Libertação Popular da China, os soldados indianos "descaradamente ameaçaram disparar contra uma patrulha fronteiriça", embora os homens que faziam a segurança da região estivessem tentando "alcançar um entendimento".
Assim, afirmou Shuili, os homens do Exército chinês foram obrigados a reagir para "controlar e estabilizar a situação". As medidas tomadas, no entanto, não foram reveladas pelo militar.
Na versão do Exército indiano, na noite de segunda-feira, tropas do ELP tentaram se aproximar de uma posição indiana avançada na Linha de Controle Efetivo, a fronteira de fato, no setor de Ladakh.
"E, quando dissuadidas, as tropas do ELP dispararam alguns tiros para o alto na tentativa de intimidar nossas tropas", disse o Exército em um comunicado emitido na terça-feira, afirmando que o lado indiano agiu com moderação. "Em nenhum momento o Exército indiano transgrediu a Linha de Controle Efetivo ou recorreu ao uso de quaisquer meios agressivos, incluindo disparar".
Os dois lados vêm respeitando um protocolo de longa data contra o uso de armas de fogo na divisa sem demarcação, mas esse acordo não evitou baixas. Em junho, um combate físico na fronteira matou 20 soldados indianos.
Centenas de tropas estão frente a frente na região. Índia e China buscam uma saída diplomática, mas garantiram nesta terça-feira terem disposição para defender a soberania territorial.
Os dois países mantêm histórica disputa por várias regiões do Himalaia, com os chineses reivindicando o Arunachal Pradesh, controlado por Nova Délhi, e os indianos buscando o Aksai Chin, administrado pelo vizinho. (Com agências internacionais)