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Coca-Cola anuncia pausa de anúncios em Facebook e Twitter

Em nota assinada por James Quincy, CEO da empresa de bebidas, são exigidas transparência e responsabilização pelo ódio disseminado em redes sociais, antes que haja o retorno dos anúncios em redes sociais. Com a suspensão, Mark Zuckerberg perdeu R$ 39,4 bilhões.

10:49 | 28/06/2020
Coca-Cola aguarda mudanças nas posturas das redes sociais para retomar anúncios publicitários (Foto: (Foto: Divulgação/Coca-Cola))
Coca-Cola aguarda mudanças nas posturas das redes sociais para retomar anúncios publicitários (Foto: (Foto: Divulgação/Coca-Cola))

A empresa Coca-Cola Company anunciou uma pausa de 30 dias em peças publicitárias nas redes sociais Twitter e Facebook. O anúncio, que foi feito na última sexta-feira, 26, indica que o motivo seria uma revisão feita em suas políticas de anúncio digital, praticada por várias marcas que exigem das plataformas uma melhor forma de lidar com conteúdos de ódio online. A marca Unilever foi outra marca que decidiu retirar seus anúncios em redes sociais, até o fim do ano.

A Coca-Cola apontou casos de racismo não solucionados pelas empresas das redes sociais, e em nota assinada por James Quincy, CEO da empresa de bebidas, exigem transparência e responsabilização, antes de voltar a realizar anúncios em redes sociais. A Unilever, empresa de alimentos, bebidas e materiais de higiene, também se pronunciou, indicando que não fará anúncios nas redes sociais até o fim do ano.

Em resposta, o Facebook afirmou que investe bilhões de dólares todos os anos para manter a segurança nas redes sociais, e trabalham com especialistas da comunidade civil para revisar e atualizar políticas. O Facebook, em nota, disse ainda que abriu auditoria de direitos civis, e baniu 250 organizações supremacistas brancas, do Facebook e Instagram. Investimentos em inteligências artificiais ajudaram moderadores do site a localizar quase 90% de discursos de ódio, antes mesmo de denúncias.

Após o anúncio de suspensão das publicidades em redes sociais, o Facebook viu suas ações registrarem queda de 8,3% na última sexta-feira (26), o que representa uma perda de US$ 56 bilhões (R$ 306,8 bilhões) do valor de mercado da empresa.

De acordo com a agência Bloomberg, com essa alta desvalorização, a riqueza pessoal do presidente da companhia, Mark Zuckerberg, recuou em US$ 7,2 bilhões (R$ 39,4 bilhões).

A Coca-Cola informou ao canal americano CNBC que o período sem anúncios não representa uma adesão ao movimento #StopHateForProfit, movimento lançado na última semana por associações de defesa dos afro-americanos e sociedade civil, que pretende boicotar anúncios no Facebook em julho com o objetivo de uma melhor regulação de grupos que incitam ódio, racismo e violência em redes sociais.