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Facebook se prepara para iniciar migração para trabalho remoto após fim da crise do coronavírus

Segundo Mark Zuckerberg, metade dos funcionários da empresa devem trabalhar remotamente dentro de cinco ou dez anos. No momento, 95% dos mais de 40 mil colaboradores estão fazendo expediente em casa

20:03 | 21/05/2020
Zuckerberg apresentou a novidade sobre trabalho remoto em conferência com funcionários (Foto: Kenzo Tribouillard / AFP)
Zuckerberg apresentou a novidade sobre trabalho remoto em conferência com funcionários (Foto: Kenzo Tribouillard / AFP)

Metade dos funcionários do Facebook poderia trabalhar de forma remota permanentemente em 5 ou 10 anos, anunciou Mark Zuckerberg nesta quinta-feira, em conferência para seus empregados divulgada na plataforma.

A gigante das redes sociais será "a empresa mais avançada do mundo no trabalho remoto", afirmou o fundador do Facebook, que contabilizava 45 mil funcionários em todo o mundo no fim de 2019.

"Gostaria de enfatizar que a Covid-19 não irá desaparecer em pouco tempo", assinalou Zuckerberg, antes de apresentar os planos para a organização do trabalho na empresa.

A rede social, que dispõe de 95% dos seus funcionários trabalhando remotamente no momento, anunciou recentemente que a maioria dos seus empregados continuaria trabalhando de casa até o fim do ano. A empresa tampouco organizará uma reunião presencial para mais de 50 pessoas antes de julho de 2021, no melhor dos casos.

Segundo um estudo interno, mais de 50% dos funcionários se consideram mais produtivos trabalhando de casa, e entre 20% e 40% têm interesse na possibilidade de trabalhar remotamente para sempre. Já metade deles gostaria de voltar para o escritório o quanto antes.

Zuckerberg disse se sentir "otimista" em relação ao potencial benefício do trabalho à distância. "Não o fazemos porque os empregados exigem, e sim porque estamos aqui para servir ao mundo e à nossa comunidade e desbloquear a maior quantidade de inovação possível."

Entre as vantagens, Zuckerberg citou oportunidades mais igualitárias nas carreiras, recrutamentos mais diversos (geograficamente e entre minorias), economia em infraestrutura e salários (que serão ajustados em função do local de residência) e uma retenção maior de pessoas obrigadas a se mudar por motivos pessoais, além do impacto menor para o planeta.

"Em 2020, é mais fácil mover bytes do que átomos. Prefiro que nossos funcionários se teletransportem por vídeo ou realidade virtual, em vez de ficarem presos em congestionamentos que poluem o meio ambiente", brincou Zuckerberg.