Detentos aumentarão reservas de máscaras de proteção em Hong Kong
O governo afirma que já comprou mais cinco milhões de máscaras em janeiro, e outras oito milhões serão importadas nas próximas semanas
Hong Kong anunciou que recorrerá ao trabalho dos presos para ampliar suas reservas de máscaras respiratórias para que seus habitantes possam se proteger do novo coronavírus - declarou uma autoridade local nesta quinta-feira, 30.
Hoje, longas filas se formavam para comprar máscaras nas farmácias da ex-colônia britânica, onde, em 2003, a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) deixou quase 300 mortos. Até o momento, foram registrados dez casos da nova epidemia no território semiautônomo de Hong Kong. Quase toda a população usa máscaras nos transportes públicos e nas ruas.
É + que streaming. É arte, cultura e história.
A escassez do produto gerou uma onda de críticas contra as autoridades locais, cuja popularidade já está bastante baixa, após meses de manifestações pró-democracia. Matthew Cheung, adjunto da chefe do Executivo, Carrie Lam, anunciou nesta quinta que as autoridades pressionarão os setores responsáveis para que aumentem sua produção deste utensílio, especialmente nos presídios.
"A quantidade de máscaras produzidas pela administração penitenciária é de cerca de 50.000 por dia", indicou Cheung. "Vamos trabalhar 24 horas por dia com a intenção de aumentar a produção e passar de 1,1 milhão para 1,8 milhão por mês", afirmou Cheung.
Nos presídios de Hong Kong, os presos trabalham principalmente na fabricação de máscaras cirúrgicas para hospitais e funcionários. Cheung acrescentou que o governo já comprou mais cinco milhões de máscaras em janeiro, e outras oito milhões serão importadas nas próximas semanas.