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Responsável por criar lei contra adultério na Indonésia é açoitado após cometer adultério

O homem recebeu 28 chibatadas, enquanto a mulher foi punida 23 vezes
11:41 | Nov. 12, 2019
Autor Neto Ribeiro
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Neto Ribeiro Repórter Mídias Sociais
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Tipo Notícia

Em setembro deste ano, a polícia da Indonésia avistou um carro estacionado na praia e dentro dele estava Mukhlis bin Muhammad e uma mulher. O homem de 46 anos estava traindo sua esposa. Mukhlis foi o formulador da lei que pune adúlteros no país asiático.

Estudioso religioso islâmico e líder em Aceh, província conservadora da Indonésia - país que possui maior concentração de muçulmanos do mundo -, foi açoitado em público, punição dada a quem comete adultérios. A lei religiosa é praticada na nação asiática há mais de uma década.

Ele faz parte do Conselho de Ulemás de Aceh, órgão religioso que orienta o governo local, e ajudou a redigir a lei contra pessoas que cometem adultério. O MPU - abreviação na sigla local -, colaborou na confecção de leis que proíbem jogos de apostas e relações homossexuais.

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Em entrevista à BBC News, Husaini Wahab, vice-prefeito de Aceh, disse que a lei precisa ser cumprida, independentemente do cargo ou relevância social que possui. "Esta é a lei de Deus. Qualquer um deve ser açoitado se for considerado culpado, mesmo que seja membro do MPU", assegurou.

Mukhlis foi chicoteado 28 vezes em público e a mulher com que ele teve um caso apanhou 23 vezes, do mesmo modo. O cumprimento da pena ocorreu no fim do último mês de outubro e Mukhlis será espulso do MPU.

 

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