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Região de Molise, no Sul da Itália, oferece mais de R$ 110 mil para quem se mudar para lá

Única condição aos forasteiros é de que esses desenvolvam alguma atividade de empreendedorismo na região

20:28 | 11/09/2019
Única condição aos forasteiros é de que esses desenvolvam alguma atividade de empreendedorismo na região
Única condição aos forasteiros é de que esses desenvolvam alguma atividade de empreendedorismo na região (Foto: Pietro Valocchi/Wikimedia Commons)

A Europa vivencia uma crise demográfica com o envelhecimento e a diminuição de sua população. A região de Molise, no Sul Itália, em especial, atravessa momento tão delicado que passou a oferecer 25 mil euros, em três anos, para quem se mudar para lá – a quantia é equivalente a R$ 111 mil. Como condição única, o forasteiro deverá desempenhar alguma atividade de empreendedorismo durante sua nova estadia.

Presidente de Molise, Donato Toma afirmou ao jornal britânico The Guardian que a pretensão não é somente oferecer financiamento como “gesto de caridade”. “Queríamos fazer mais, que as pessoas investissem aqui. Elas podem abrir qualquer tipo de atividade: padaria, papelaria, restaurante, qualquer coisa. É uma maneira de dar vida às nossas cidades e também aumentar a população”, disse.

Localizada no sul italiano, a região é composta por duas províncias que têm 136 comunas. Em nove desses locais, nenhum nascimento foi registrado durante 2018. No mesmo ano, mais de 2.800 habitantes morreram ou se mudaram para outra área. O número foi superior ao ano anterior em quase mil pessoas.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), a região está entre as que mais perderam habitantes nos últimos anos. Desde 2014, mais de 9 mil pessoas saíram de lá. Molise conta atualmente com população de 305 mil habitantes. O Istat indica também que pela primeira vez em 90 anos o número de cidadãos italianos residentes no país caiu para cerca de 55 milhões.

A Itália é a única grande economia europeia cuja população deverá diminuir ainda mais nos próximos cinco anos, conforme informou a Organização das Nações Unidas (ONU). O país ocupa o segundo lugar, atrás apenas do Japão, como a nação com a maior proporção de idosos. A estimativa é de 168,7 pessoas acima de 65 anos para cada 100 jovens.