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Líder de Hong Kong retira projeto de lei de extradição para a China

O anúncio, feito em vídeo postado em sua conta oficial no Facebook, propõe outras quatro medidas a serem tomadas nos próximos dias

09:07 | 04/09/2019

A chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou nesta quarta-feira, 4, a retirada do projeto de lei que facilitava a extradição para a China. A proposta foi o estopim das manifestações no território semiautônomo nos últimos três meses.

O anúncio, feito em vídeo postado em sua conta oficial no Facebook, propõe outras medidas a serem tomadas nos próximos dias:

- O fim da classificação das manifestações como revoltas;

- A soltura de todos os manifestantes presos;

- Um tribunal independente para avaliar a brutalidade policial; e

- O direito para o povo de Hong Kong eleger democraticamente seus próprios líderes.

Na postagem, Lam afirma que "o diálogo é apenas uma oportunidade para trazer mudanças". Quase 6 mil comentários a culpam pelo caos instalado na ilha e dizem que ela está "87 dias atrasada" em sua decisão.

Três meses de protestos

Essa é considerada a crise mais severa em Hong Kong desde 1997, quando o território semi-autônomo foi devolvido pelo Reino Unido à China.

O propósito da lei era permitir extradições para a China continental, onde a Justiça é controlada pelo Partido Comunista. Se o projeto tivesse de fato virado lei, as cortes chinesas poderiam pedir à Justiça de Hong Kong para que confiscar ativos, como bens e dinheiro, relativos a crimes cometidos na China continental.

O texto foi suspenso em junho, mas isso não foi suficiente para diminuir a quantidade ou a intensidade dos atos públicos nas ruas. O anúncio desta quarta-feira aponta para a realização das principais medidas reivindicadas desde junho, mas não garante o fim dos protestos.