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Há 50 anos, União Soviética mandou cosmonave à Lua na tentativa de abafar repercussão da Apollo 11

A cosmonave foi lançada três dias antes da Apollo 11. A Luna 15 deveria ter chegado no dia 16 de julho de 1969 com a missão de trazer à Terra amostras do solo lunar

17:42 | 16/07/2019
Modelo de espaçonave do tipo E-8-5
Modelo de espaçonave do tipo E-8-5(Foto: Reprodução)

Em 16 de julho de 1969, a então União Soviética ficou em completo silêncio sobre a missão de sua cosmonave Luna 15, lançada no domingo, dia 13 de julho de 1969, em direção à Lua, supostamente, com a missão de trazer à Terra amostras do solo lunar.

Na época, os observadores admitiram que os russos pretendiam deixar campo aberto às especulações do mundo em torno da missão, numa tentativa de diminuir a repercussão do lançamento da nave norte-americana Apollo 11, lançada três dias depois.

As autoridades espaciais soviéticas não informaram detalhes sobre a missão. Na ocasião, acreditava-se que a Luna 15 deveria ter chegado no dia 16 de julho de 1969 à superfície lunar, coincidindo com o início da missão espacial lunar dos Estados Unidos.

O único anúncio feito pela agência Tass (Agência Telegráfica da União Soviética no Gabinete de Ministros da URSS) sobre a missão russa, ocorreu no domingo, dia 13 de julho de 1969, e dizia apenas que a Luna 15 levaria a cabo explorações científicas na Lua e no espaço que a contorna. Em Jodrell Bank, o cientista britânico Bernard Lovell declarou à época que tudo indicava que os russos tentariam algo inédito que poderia ser a colheita de rochas ou de outras matérias lunares (texto adaptado da matéria do jornal O POVO de 16 de julho de 1969).

 

O Povo