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Baratas já estão evoluindo para sobreviver a inseticidas, informa pesquisa

As mais novas chegam a nascer com imunidade a substâncias que ainda nem tiveram contato

12:36 | 02/07/2019
"Não tínhamos a menor ideia de que algo assim poderia acontecer tão rápido", disse o co-autor do estudo. (Foto: AFP/Getty Images)

Há anos, circula o mito de que baratas seriam os únicos sobreviventes a uma guerra nuclear. Isso é falso. Mas, de acordo com estudo publicado em 28 de junho pela Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, as baratas estão evoluindo rapidamente para se tornarem imunes a produtos químicos comumente utilizados para matá-las. As mais novas chegam a nascer com imunidade a substâncias que ainda nem tiveram contato.

O estudo foi publicado na revista Life Science e utilizou várias gerações do inseto da espécie Blatella germanica, muito comum na Alemanha. Uma única barata dessas chega a colocar 400 ovos durante sua vida, que dura de 6 a 10 meses. "Não tínhamos a menor ideia de que algo assim poderia acontecer tão rápido", disse o co-autor do estudo e professor de Entomologia Michael Scharf à publicação.

“Baratas que desenvolvem resistência a múltiplas classes de inseticidas de uma só vez tornarão o controle dessas pragas quase impossível com produtos químicos”, alertou Scharf. O estudo foi feito em laboratório e também realizou testes em edifícios infestados de barata no estado norte-americano. Os pesquisadores usaram várias combinações de veneno: sem efeito.

A espécie Blatella germanica foi escolhida por ser uma das mais comuns em ambientes domésticos e ter um período de reprodução acelerado. O bicho, imune a inseticida e bastante fértil, pode acabar por contribuir para a difusão de doenças infecciosas. Com a evolução da resistência, a tendência é que o combate à barata envolva técnicas mais mecânicas e menos químicas.

 Redação O POVO Online