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17 anos

11 de setembro: 17 curiosidades sobre o atentado às Torres Gêmeas

11:35 | 11/09/2018
Hubert Michael Boesl/ AFP
O 11 de setembro de 2001 datou o maior ataque terrorista já sofrido pelos Estados Unidos da América. Às 8h46min, o primeiro avião colidiu com uma das torres do World Trade Center (WTC), em Nova York. Cerca de 20 minutos depois, outra aeronave chocou-se contra a segunda torre da estrutura, começando a eliminar a possibilidade de acidente aéreo. Após mais alguns minutos, o terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, que fica próximo a Washington D.C., capital do País. 

Junto à fumaça, à poeira e ao fogo, algumas pessoas corriam em desespero pelas ruas de Nova York, enquanto outras se atiravam pelas janelas dos prédios para escapar das chamas. Às 10h30min, as Torres Gêmeas do WTC estavam completamente desmoronadas.  

Ao todo, quase 3 mil pessoas morreram, incluindo todos os passageiros das quatro aeronaves, bombeiros, funcionários do Pentágono, muitas pessoas que trabalhavam no WTC e os 19 terroristas. De acordo com investigações, o grupo responsável pela ação foi o Al Qaeda. Comandados por Osama bin Laden, os integrantes da organização terrorista islâmica sequestraram os aviões para dar início ao atentado. 

Hoje, 17 anos após o ataque às Torres Gêmeas, relembre e descubra peculiaridades que permeiam uma das maiores tragédias vividas nos EUA. 
 
1. A quarta aeronave 
A quarta aeronave, que estaria destinada ao Capitólio (casa do poder legislativo americano), caiu em uma área rural do estado da Pensilvânia antes de atingir o alvo, após os passageiros tentarem retomar o controle do transporte. 

O Coordenador do MBA em relações governamentais do Mackenzie Márcio Coimbra, explica que o avião não atingiu o alvo em decorrência de um atraso de 20 minutos na decolagem. “O plano era que todos os aviões colidissem com os alvos ao mesmo tempo para gerar maior sensação de pânico. Depois que os três primeiros caíram, passageiros da quarta aeronave foram avisados do sequestro e, então, reagiram”, detalha. De acordo com ele, as vítimas invadiram a cabine e, inclusive, houve luta corporal com os terroristas, que optaram por derrubar a máquina prematuramente. 

2. Número de terroristas 
No total, 20 terroristas participariam do atentado, distribuídos em 5 para cada aeronave. O quarto avião (curiosidade nº 1), entretanto, estava desfalcado. Marcio Coimbra explica que o quinto integrante não embarcou. Zacarias Moussaoui foi capturado e está preso até hoje, único envolvido sobrevivente. 

A torre norte foi a primeira atingida, às 8h46min. No entanto, a torre sul, atingida às 9h03, foi a primeira a desmoronar, às 9h59min. Coimbra explica que a razão do desmoronamento prematuro foi o local da torre que cada avião atingiu, no centro da torre sul e em cima na torre norte. “A torre sul, por ter sido atingida no meio, foi pressionada pelos andares de cima e caiu mais rápido”, esclarece. A torre norte desmoronou às 10h28min.  

4. Escala richter
De acordo com o coordenador de relações internacionais, a queda das Torres causou uma sensação de abalo sísmico de aproximadamente 2.4 na escala richter na região. 

5. Terceiro desmoronamento 
No mesmo dia, por voltas das 17 horas, outro prédio do WTC caiu. O Building 7, de 47 andares, não foi atingido por nenhum dos aviões, mas teve a estrutura prejudicada com o abalo do desabamento das Torres Gêmeas. 

AFP/ 2004
6. Vítimas 
No total, considera-se que 2.753 pessoas morreram no atentado. Destas, 343 eram bombeiros, 23 eram policiais e 37 eram oficiais do porto de Nova York. O número total continuou crescendo no decorrer dos anos, atribuindo ao número de vítimas fatais pessoas que faleceram posteriormente em decorrência da exposição da fumaça e da poeira do dia.

7. Nacionalidade das vítimas 
Faleceram pessoas de 80 nacionalidades diferentes. Do número total de mortos, 372 eram estrangeiros. 

8. Certidões de óbito 
2.749 certidões de óbito foram emitidas, mas somente 1.585 vítimas tiveram seus corpos identificados.

Doug Kanter/ AFP
9. Corpos intactos 
Mesmo que 41% dos mortos nunca tenham tido seus corpos identificados, 291 foram recuperados completamente intactos nas Torres. 

10. Cessar fogo
Todo o fogo causado pelas colisões só foi completamente apagado dia 19 de dezembro de 2001, 99 dias após o atentado.

11. Limpeza
A limpeza da região só acabou em maio de 2002, oito meses após os ataques.

12. Pentágono 
O avião destinado ao Pentágono acertou o alvo às 9h37min. De acordo com Coimbra, todas as pessoas que trabalhavam no setor atingido pelo avião foram mortas, com exceção de uma única, que estava viajando a trabalho. No entanto, essa pessoa também acabou morrendo, pois coincidentemente, estava em um dos aviões sequestrados que colidiram nas Torres. 

13. Dia do Número da Emergência 
Em 1987, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, declarou a data 11 de setembro como o Dia do Número de Emergência, com o intuito de chamar atenção para o número 911, usando para situações emergenciais no País. 

14. Departamento de Segurança Interna
Após os ataques, o governo dos EUA criou o 15º departamento de Segurança Interna, de acordo com Coimbra. O setor foi uma reorganização do governo, realocando alguns órgãos que estavam dispersos em outros departamentos. O objetivo era facilitar o compartilhamento de informações entre os órgãos.  

Alex Fuchs/ AFP
15. Reunião para discutir ataques terrorista
Em 11 de setembro de 2001, a empresa proprietária do WTC tinha reunião agendada em uma das Torres para discutir o que fazer em caso de ataque terrorista. O encontro foi remarcado no dia anterior, entretanto, porque um participante não poderia comparecer. A informação é do New York Times.
 
16. Atentado ao WTC em 1993
O WTC já havia sido alvo de atentado em 1993. Na época, um veículo foi explodido no estacionamento subterrâneo do complexo, deixando seis mortos e cerca de mil feridos. A intenção era derrubar o prédio. De acordo com o portal alemão Deutsche Welle, os construtores do WTC comemoraram, na época, que o complexo aguentaria até mesmo uma colisão com um Boeing 707. 

17. Prejuízo financeiro
Os danos causados pelos ataques somaram um prejuízo de 60 bilhões dólares aos Estados Unidos.

GABRIELLE ZARANZA