Conheça a 1ª policial militar do Ceará faixa-preta no jiu-jitsu

"Tenho o papel de influenciar mulheres", diz 1ª PM do Ceará faixa-preta no jiu-jitsu

Andrezza Rakoff se dedica ao esporte há mais de uma década e compartilha a rotina nas redes sociais; conheça

A soldado Andrezza Rakoff tornou-se a primeira policial militar do Ceará a se graduar faixa preta no jiu-jitsu. Ela recebeu a graduação no último dia 29 de dezembro, em uma academia de Fortaleza.

Atualmente na 1ª Companhia do 18º Batalhão da Polícia Militar do Ceará (PMCE), ela se dedica ao esporte há 12 anos e utiliza as técnicas para ensinar defesa pessoal a mulheres.

Especialista em defesa pessoal feminina, Andrezza ministra aulas na Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp), ajudando a fortalecer o papel da mulher no universo da segurança pública e nas artes marciais.

A soldado já foi tema de matérias jornalísticas após salvar uma criança de um ano que estava trancada em um carro, em novembro de 2025. Na ocasião, ela estava de folga e, após o resgate, levou a criança até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Conheça sua história.

Policial militar faixa preta no jiu-jitsu pratica o esporte desde os 14 anos

Com 14 anos, Andrezza começou a praticar jiu-jitsu em um projeto social no bairro Granja Lisboa, onde mora, sem pretensão de seguir tanto tempo no esporte. Ela afirma que chegou ao nível de faixa-preta com o “apoio das pessoas certas”:

“Fui tirar o tempo ocioso da juventude e lá me encontrei como pessoa e como mulher. Tudo com a ajuda do meu professor, Ricardo Oliveira, que incentiva os jovens a permanecerem nas artes marciais para terem uma opção de futuro”, conta.

Além da prática no tempo livre durante a adolescência, o esporte também influenciou na escolha da profissão, pois “ensina, além de defesa pessoal e técnicas, a ter compromisso, disciplina e hierarquia”.

“Já entrei na corporação tendo noção sobre os desafios que teríamos na rua e a disciplina necessária, pois temos isso no tatame. O jiu-jitsu me preparou para a polícia, sem sombra de dúvidas”, analisa Andrezza.

Para ela, a conquista da faixa-preta — último nível antes do coral, dedicado aos mestres — é mais que uma realização individual. É um exemplo a ser passado para outras mulheres, seja no jiu-jitsu, seja na carreira policial.

"Quero passar para outras mulheres, tanto as que estão iniciando na polícia quanto no jiu-jitsu, que somos capazes de chegar onde quisermos."

Andrezza Rakoff, policial militar e faixa-preta no jiu-jitsu

Andrezza compartilha rotina com 15 mil seguidores nas redes sociais

A policial militar compartilha a rotina, a trajetória no esporte e algumas dicas de autodefesa em seu perfil do Instagram, que acumula 15,8 mil seguidores.

No entanto, não se considera uma influenciadora digital; conta que utiliza as redes para chamar atenção aos nichos com os quais se identifica.

“Não tenho vínculo em relação a isso. Eu só posto meu dia a dia, posto as minhas dificuldades. E tenho muitos projetos sociais, com as aulas de defesa pessoal e obras em que sou voluntária. Uso as redes sociais para atrair olhares para essas ações”, explica a atleta. 

Porém, ela admite: o que mostra nas redes sociais atrai o público que acompanha suas postagens, seja mostrando a carreira, os treinos ou o tempo com a família.

Mesmo não seguindo o rótulo de influenciadora digital, a soldado não deixa de lado a responsabilidade de lidar com o público nas redes e enfatiza o papel de influenciar mulheres

“Sinto que tenho o papel de influenciar mulheres a serem melhores, a entenderem que são capazes, a estudarem e a realizarem seus sonhos. Quero ser uma influenciadora do bem, incentivando as pessoas a se enxergarem e a entenderem que podem ser capazes do que quiserem”, finaliza. 

 

 

 

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