Mandante da execução de advogado morre em confronto com a Polícia em SP
Breno Araújo Xavier da Silva foi localizado em operação conjunta da PC-CE e PCSP. Segundo o delegado Icaro Coelho, criminoso reagiu usando fuzil e granadas contra as equipes
Uma operação das Polícias Civis do Ceará (PC-CE) e de São Paulo (PCSP) resultou, na tarde desta quarta-feira, 11, na localização e morte de Breno Araújo Xavier da Silva, conhecido como "Breno Blindado". Apontado como chefe da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e mandante de execuções no Ceará, ele estava escondido em uma casa em Atibaia, no interior paulista.
O delegado Icaro Coelho, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Ceará, que participou da ação, detalhou a ofensiva. Segundo a autoridade policial, o alvo possuía três mandados de prisão em aberto e estava armado.
"Em ação conjunta entre as polícias civis do Ceará e de São Paulo, foi neutralizado o indivíduo Breno Araújo Xavier da Silva, vulgo Blindado ou Arsenal, na cidade de Atibaia. Por ocasião da sua prisão, Breno reagiu na posse de pistola, fuzil e granadas", explicou o delegado.
Conforme a autoridade policial, as equipes revidaram na ação. "A Polícia Civil precisou agir de forma firme, de modo que ele foi lesionado, socorrido, porém não sobreviveu aos ferimentos", completou Icaro Coelho.
Execuções que vitimaram advogado e personal treiner
O delegado ressaltou que as ordens de prisão referiam-se a "investigações de ampla repercussão na nossa cidade".
Um desses casos é referente a um crime registrado em maio de 2025, referente a execução do advogado criminalista Sílvio Vieira da Silva, morto a tiros no bairro Genibaú, em Fortaleza.
Breno era apontado como o mandante do crime e a investigação revelou que a facção decretou a morte do jurista por insatisfação com o resultado de um processo, já que ele não teria conseguido a soltura de um comparsa do grupo. O crime envolveu uma emboscada articulada com a participação de outro advogado.
O outro caso é o homicídio que vitimou um personal trainer em julho de 2022. O chefe de facção respondia pelo assassinato de Felipe do Vale Lucena, de 33 anos, morto na Praia do Futuro. Felipe foi atingido por disparos de arma de fogo no estacionamento de uma barraca de praia após uma discussão banal ocorrida durante uma festa.
Na residência onde Breno se escondia em Atibaia, os policiais apreenderam armamento de guerra que teria sido utilizado contra os agentes, sendo um fuzil calibre 556, uma pistola 9mm, uma granada, que ele tentou lançar contra as equipe e munições de diversos calibres.
Conforme a investigação, antes de se estabelecer no interior paulista, os levantamentos apontam que Breno passou um período escondido em comunidades do Rio de Janeiro, de onde continuava coordenando as ações criminosas no Ceará.