Paciente de 72 anos internada no Ceará ganha torresmo de presente de aniversário
Alimento dado para paciente internada no Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) foi preparado com controle de sal no domingo passado, 8
Comer torresmo. Esse foi o presente dado Gercina Gonçalves de Carvalh, 72, paciente internada em cuidados paliativos no Hospital Geral Doutor Waldemar Alcântara (HGWA), localizado em Fortaleza. Ela fez aniversário no domingo, 8.
Equipe de nutrição da unidade da rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) preparou o alimento.
De acordo com o HGWA, a iniciativa começou quando a paciente informou o interesse à equipe assistencial, que repassou a solicitação ao setor nutricional, responsável por organizar o momento.
Gercina contou que o desejo surgiu após assistir a um vídeo enviado por um familiar preparando a iguaria em Paraipaba, a 84 km de distância da Capital.
“Ele me mostrou um vídeo do torresmo dentro de uma bacia. Aquilo me deu uma vontade enorme de comer. Comentei com todo mundo e eles fizeram essa surpresa. Estou feliz demais”, agradeceu.
Gercina pôde se deliciar com dois tipos de torresmo: um de porco e outro de frango.
“Quando soube do desejo, busquei uma forma de adaptar o preparo para oferecer da melhor maneira possível. É importante atender esses pedidos, pois são pacientes que, muitas vezes, estão em situações delicadas”, explicou a nutricionista Stefane Barros, do HGWA.
Torresmo preparado segue critérios nutricionais e de segurança alimentar
A gerente de nutrição do Hospital, Carolina Drummond, descreveu que o alimento foi preparado na própria cozinha da unidade, com controle de sal e seguindo todos os cuidados necessários.
“Na paliação, a nutrição atua para promover conforto e atender aos desejos do paciente. No caso dela, não há restrição alimentar, então buscamos atender, dentro do possível, aquilo que traz prazer e bem-estar. O torresmo não pode fazer parte da rotina alimentar, mas esse momento específico proporciona alegria e um resgate afetivo ligado a hábitos que marcaram sua história”, afirmou.
Segundo Carolina, iniciativas como essa já fazem parte da prática da nutrição no hospital.
“Sempre que conseguimos identificar esses desejos, especialmente considerando o perfil de pacientes crônicos da instituição, buscamos adaptar nossas produções internas para atendê-los. Isso traz conforto em um momento tão difícil. Sentir-se visto e cuidado gera uma felicidade e uma emoção diferentes para os pacientes internados”, concluiu.