Diabetes: saiba como conseguir tratamento psicológico

Ambulatório busca tratar saúde mental para pacientes diabéticos, em Fortaleza

Acolhimento de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ocorre das 8 às 11 horas de segunda a sexta-feira; saiba como ter acesso
Atualizado às Autor Kaio Pimentel Tipo Notícia

Impacto psicológico do diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 em crianças e adolescentes pode ser tratado no Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza.

Hospital Walter Cantídio alcança marco de mil transplantes de medula; VEJA

Dispondo de ambulatório próprio, acolhimento de pacientes ocorre das 8 às 11 horas de segunda a sexta-feira. Para ser assistido é preciso ser atendido no CIDH, por meio de agendamento no Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) ou encaminhamento da equipe multidisciplinar.

De acordo com Helena Gomes, psicóloga do CIDH, o diagnóstico por vezes é atrelado diante de momentos de fragilidade da família, o que pode envolver uma internação.

“O diagnóstico da diabetes traz essa responsabilidade, de certa forma um sentimento de culpa. Muitos pais não compreendem o porquê”, relata Helena.

O que é diabetes tipo 1; saiba cuidados

Conforme o Ministério da Saúde (MS) do Governo Federal, diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.

Pode acarretar em complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos e, em casos mais graves, à morte.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a condição no Brasil.

Forma de prevenção envolve atividades físicas regulares, alimentação saudável e não consumo de álcool e outras drogas.

Afunilando mais o quadro das tipificações, há o diabetes melito tipo 1 (DM1) como uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina.

O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos. Com uma incidência elevada, gera 25,6 casos por 100 mil habitantes a cada ano no País.

O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.

“Para onde a gente vai, ela (diabetes) vai junto. Se tratamos bem, ela nos retorna com tranquilidade. Se a tratamos mal, de maneira displicente, ela revida e nos incomoda. A gente só sabe que é uma pessoa que vai estar com a gente. Não tem como mandar embora”, compara Helena.

A diretora-geral do CIDH, Cristina Façanha, lembra que as mudanças no estilo de vida ultrapassam a alimentação, estendendo-se ao uso correto da insulina, entender a monitorização da glicose, atitudes para evitar a hipoglicemia, manutenção da saúde do sono, observação dos pés etc.

Ela defende uma visão positiva, resiliente e de equilíbrio emocional da família que permita ao mesmo tempo auxiliar crianças e adolescentes com diabetes e fomentar um ambiente de autorresponsabilidade com a condição.

“Como pais, temos a tendência de cuidar, proteger, mas é preciso educar os filhos para uma autonomia em relação ao cuidado com a diabetes. É um momento para a família reaprender o cuidado com a vida para seguir adiante, aceitando a condição, mas ajudando a pessoa com diabetes a não se sentir menor ou frágil”, defende Cristina.

Para a psicóloga Helena, o cuidado deve ser devidamente distribuído para todos os membros da família devido às inúmeras tarefas.   

Prática de exercícios físicos, tempo para refeições leves e nutritivas e bons momentos de lazer também devem ser vividos pelos cuidadores.

“Às vezes, colocar uma cadeira na calçada já é uma prática de cuidado com a saúde mental. Estar entre amigos, entre pessoas que a gente gosta, entre pessoas leves para conversar e brincar. Ou seja, dar a devida importância ao momento”, finaliza a psicóloga.

Serviço

  • Ambulatório de Psicologia do CIDH para pessoas com diabetes tipo 1

Quando: segunda a sexta-feira;
Horários: das 8 às 11 horas;
Onde: rua Silva Paulet, 2406, bairro Aldeota - Fortaleza (CE) - sala da Psicologia, primeiro andar;
Público: pacientes e familiares atendidos no CIDH com diagnóstico de diabetes tipo 1, mediante agendamento no Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) ou encaminhamento da equipe multidisciplinar;
Contato: (85) 3125-9161.

Obesidade e diabetes | Ciência e Saúde | 2/8/25

VEJA AINDA:

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar