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Bancas de apostas no Centro de Fortaleza são incendiadas após um mês de ameaças

Supostos integrantes de facção teriam proibido as bancas de funcionar. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que a denúncia referente a possíveis ameaças contra um estabelecimento de serviço lotérico no Centro
19:58 | Out. 11, 2021
Autor Jéssika Sisnando
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Jéssika Sisnando Repórter
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Tipo Notícia

Duas bancas de apostas foram incendiadas no Centro de Fortaleza nas madrugadas do domingo, 3, e da sexta-feira, 8. Os ataques aconteceram depois de ameaças que teriam sifo feitas por supostos integrantes de uma facção criminosa.

De acordo com a advogada da banca Paratodos, Katarina Landim, as ameaças começaram há um mês, por meio de mensagens de WhatsApp. Os textos diziam que a banca de apostas não poderia funcionar, e os autores das ameaças se autodenominariam da facção Comando Vermelho (CV).

Conforme a advogada, há uma semana um homem pilotando motocicleta começou a ameaçar os funcionários das bancas e arrancar os adesivos. A empresa realizou um Boletim de Ocorrência no 34º Distrito Policial, no Centro, e identificou a placa de um dos veículos que realizava essas ações.

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Na ocasião, o homem teria que teria sido identificado a partir da numeração seria funcionário de uma empresa de apostas concorrente. Ele prestou depoimento à Polícia Civil informando que não estava com a motocicleta e disse não ter envolvimento com o caso.

Na madrugada da última quinta-feira, 3, criminosos invadiram a banca localizada rua General Clarindo de Queiroz com rua Senador Pompeu, onde incendiaram o estabelecimento. Já na madrugada da sexta-feira, 8, uma outra banca na rua Castro e Silva, também no Centro, foi atacada. Imagens do circuito interno de segurança do imóvel mostram o momento em que homens arrombam a porta e incendeiam o local. 

A advogada destaca que outras bancas estão sob ameaça, nos bairros Granja Portugal e Granja Lisboa, em Fortaleza. Há uma lista com as bancas que estariam sob a proibição dos supostos integrantes da organização criminosa.

Um detalhe citado pela profissional é de que os funcionários das bancas que estão recebendo a visita desses criminosos temem reconhecê-los formalmente nas delegacias. Todos estão com medo de trabalhar. 

No dia 22 de setembro O POVO divulgou a conclusão da investigação de aproximadamente 30 casos de extorsão de comércios em Fortaleza e na Região Metropolitana. Ligações ameaçavam empresários, e os criminosos diziam ser de facções criminosas, no entanto, a Polícia identificou que seriam estelionatários que aplicavam golpes de dentro de um presídio no Rio de Janeiro.

No dia 24 de setembro uma nova reportagem apontou que os comerciantes de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, fecharam as portas após extorsões e ameaças. As Polícias Civil e Militar montaram uma ação integrada para inibir as ações criminosas contra os proprietários de estabelecimentos da Região. 

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) apura a denúncia referente a possíveis ameaças contra um estabelecimento de serviço lotérico, no bairro Centro – Área Integrada de Segurança 4 (AIS 4) da Capital. "O fato ocorreu no último dia 30 de setembro. Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado no 34º Distrito Policial (34º DP). Diligências acerca do caso estão em andamento. Mais informações serão repassadas em momento oportuno para não atrapalhar as investigações", completou, em nota.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As denúncias podem ser feitas para o número 181, o Disque-Denúncia da SSPDS, ou para o (85) 3101.0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia.

As informações podem ser direcionadas ainda para o (85) 3101.4926, que é o telefone do 34º Distrito Policial (DP). O sigilo e o anonimato são garantidos.

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