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Professor vítima de latrocínio foi atraído por adolescente para local do crime

No dia do crime, 24 de setembro, conforme a Polícia, o suspeito convidou o professor para uma residência já premeditando o crime
12:16 | Out. 05, 2021
Autor Angélica Feitosa
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Tipo Notícia

O professor Marcos Aurélio Marques, 49, encontrado morto no dia 25 de setembro em um matagal, foi atraído para o local onde seria morto por um adolescente que ele conheceu em uma festa. Essa é a conclusão das investigações da Polícia Civil, que informou que Marcos trocou mensagens com o jovem, que acabou o convidando para uma residência. Lá, ele foi amordaçado, obrigado a passar senhas de cartões e, de acordo com depoimento dos suspeitos, o professor teria reagido. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta terça, 5.

A Polícia Civil prendeu dois homens e apreendeu dois adolescentes em duas operações, que ocorreram nessa segunda-feira, 4, e na última sexta-feira, 1º. Antônio Alves dos Santos Neto, 27, e Antônio Igor Alves da Silva, 26, foram os primeiros suspeitos identificados nas investigações. A dupla já era investigada por outro homicídio na região da Granja Portugal, e o mandado de prisão, que rendeu a prisão de Antônio Neto na sexta-feira, 1º, é referente a esse outro caso. O homem já tem passagens por tráfico de drogas e roubo.

Com o celular da vítima, que já tinha sido comercializado em um site, foi possível comprovar a participação de Antônio Neto. Os demais suspeitos foram capturados ontem, com a evolução das investigações, segundo o delegado Rodrigo Jataí, titular da 2º Delegacia de Polícia. Os adolescentes também já tinham passagens por atos infracionais. 

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No dia do crime, Marcos teria saído de casa, no bairro Bom Jardim, para jogar vôlei, e não chegou à quadra. Os conhecidos do professor estranharam a ausência, pois o educador era muito assíduo e costumava publicar todas as ações nas redes sociais. Ele não voltou para casa e, então, as pessoas começaram a se mobilizar para encontrá-lo.

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Como o crime aconteceu

De acordo com a Polícia, Marcos conheceu anteriormente um dos adolescentes apreendidos na operação em uma festa e, na ocasião, os dois trocaram contatos. No dia do crime, 24 de setembro, o suspeito convidou o professor para uma residência. "Adolescente já premeditou subtrair os pertences da vítima mediante violência. Ele pediu que os outros suspeitos aguardassem no banheiro da casa a chegada da vítima", ressaltou o delegado Rodrigo Jataí, titular da 2º Delegacia de Polícia.

O professor, então, foi amordaçado por cerca de duas horas e obrigado a passar as senhas dos cartões de crédito e débito. De acordo com a investigação, os suspeitos levaram R$ 2.070, e a morte violenta teria sido motivada pela reação da vítima. "Eles resolveram estrangular a vítima e matá-la. Colocaram a vítima no carro e abandonaram em um matagal", ressalta o delegado.

A Polícia descarta crime de homofobia. Os suspeitos foram autuados por homicídio qualificado, por motivo torpe, restrição de liberdade, violência das agressões e a impossibilidade de defesa da vítima. 

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