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Feirantes da José Avelino e Guarda Municipal entram em confronto

Conforme feirante, o conflito começou após ação dos policiais contra os comerciantes, sem nenhum diálogo. A Prefeitura de Fortaleza contesta a versão, e diz que agiu após ser agredida pelos profissionais
18:11 | Ago. 14, 2021
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

Feirantes da rua José Avelino e agentes da Guarda Municipal de Fortaleza entraram em confronto na manhã deste sábado, 14. Imagens as quais O POVO teve acesso e que circulam nas redes sociais mostram os guardas avançando contra os comerciantes, que reagem atirando objetos e colocando gradis para bloquear a rua. É possível identificar ainda um material que foi incendiado no meio da rua.

Feirante no local há 14 anos, Valderina Silva, presidente da Associação dos Feirantes e Ambulantes do Estado do Ceará (Afaece), disse que o conflito surgiu quando os guardas começaram a atacar os feirantes, com tiros de borracha, sem nenhum diálogo prévio. Ela explicou que os comerciantes haviam concordado antecipadamente, por meio das redes sociais, que ninguém iria expor suas mercadorias caso a orientação fosse contrária.

Após o choque inicial, Valderina disse que alguns feirantes tentaram falar com os agentes, mas eles disseram que “com feirante não tem acordo”, o que causou revolta por parte dos comerciantes que estavam no local. A mulher pondera, no entanto, que a intenção dos profissionais é resolver o problema pacificamente, expondo as necessidades da categoria para a gestão municipal e buscando uma saída. Ela afirmou que a categoria vai se reunir na próxima segunda-feira, 16, para debater os pontos necessários e levar o que for acordado ao prefeito José Sarto.

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A Prefeitura de Fortaleza rebateu a versão dos comerciantes. Em nota enviada ao O POVO, a administração disse que houve resistência dos ambulantes para a dispersão na área, durante ação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), com apoio da Guarda Municipal. Conforme o órgão, os comerciantes usaram gradis para bloquear a pista, arremessaram pedras e outros objetos nos servidores, bem como formaram barricadas com a queima de materiais.

Isso fez com que a Guarda Municipal precisasse intervir para “garantir a segurança e integridade física dos presentes, bem como a preservação do patrimônio público”. A pasta destacou ainda que permanecem em vigor as regras que proíbem as atividades econômicas executadas em ruas e avenidas da Cidade, assim como a autorização de funcionamento das 6 às 16 horas do comércio varejista e atacadista das lojas e galpões situados nas imediações da rua José Avelino.

 

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