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Fortaleza
Noticia

Funcionária que enganou facção para matar chefe comprou videogame no cartão dele

Investigação da Polícia Civil indica como teria sido tramado o crime

11:08 | 22/01/2021
Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher usando o cartão do comerciante, que seria assassinado, para comprar videogame (Foto: SSPDS/DIVULGAÇÃO)
Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher usando o cartão do comerciante, que seria assassinado, para comprar videogame (Foto: SSPDS/DIVULGAÇÃO)

Investigação da Polícia Civil aponta que o assassinato do comerciante José Gomes de Brito, 65 anos, dono de depósito de material de construção, teria sido tramado por uma funcionária do estabelecimento.

De acordo com a Polícia Civil, Sara Cristian Gomes da Silva, 29 anos, é suspeita de ter cometido desfalque de R$ 64 mil de Brito entre outubro do ano passado e janeiro deste ano. Ela era a responsável pela gestão financeira e administrativa do comércio. Durante um jantar em outubro com o chefe, ela teria roubado o cartão. Ao perceber que dinheiro estava sumindo, o comerciante contratou advogado e pediu para Sara treinar a namorada dele na administração e financeira dos negócios. Isso teria sido o estopim para o crime. Ele fez boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do dinheiro em 14 de janeiro. Foi assassinado quatro dias depois.

Após a descoberta do desfalque, Sara, conforme a Polícia, teria se juntado à irmã dela, Samia Oliveira do Nascimento, 23 anos, que responde a dois procedimentos policiais por tráfico de drogas. Conforme O POVO mostrou, as duas teriam inventado que Brito seria ligado ao Comando Vermelho (CV). Elas, então, teriam se aliado à facção rival Guardiões do Estado (GDE) para matá-lo. Sara, conforme a Polícia, gravou áudio para a facção narrando o alegado envolvimento de Brito com o Comando Vermelho.

Brito foi feito refém na manhã do último dia 18 de janeiro, em seu comércio na Praia do Futuro. Ele foi conduzido à residência onde vivia, no bairro Sapiranga, onde vários bens foram roubados. Em seguida foi levado a Maracanaú, onde foi executado. O corpo foi localizado horas após o sequestro.

Sara Cristian foi levada ao 15º Distrito Policial, onde contou que o patrão teria sido levado por criminosos. Ela estava com ele no momento, no estabelecimento. Segundo a Polícia, quando era levada na viatura à delegacia, ela tentou se desfazer do cartão de crédito da vítima, deixado no carro da Polícia. O cartão foi localizado. As investigações policiais constataram que o cartão havia sido usado antes por Sara para compras e saques. Imagens mostram ela acompanhada de um homem com quem teria relacionamento, em uma loja de shopping comprando videogame no mesmo cartão.

Com informações de Ítalo Cosme