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Fortaleza
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Homem diz que agiu só em tiroteio; adolescente é apreendido suspeito de ajudar na fuga

As seis pessoas atingidas pelo atirador se dirigiram a unidades de saúde e, segundo a SSPDS, não correm risco de morrer

10:41 | 13/01/2021
No mesmo local, próximo à Praça da Gentilândia, houve uma chacina em 2018 (Foto: Julio Caesar/O POVO)
No mesmo local, próximo à Praça da Gentilândia, houve uma chacina em 2018 (Foto: Julio Caesar/O POVO)

Preso por participação no ataque em que seis pessoas foram feridas a bala em bar no Benfica, Walacy Paulo do Nascimento, 18 anos, disse em depoimento à Polícia que agiu sozinho. Ele relatou que foi até o bar, próximo à Praça da Gentilândia, com objetivo de matar um homem apontado como um dos chefes do tráfico no bairro. O motivo do crime teria sido desentendimento entre ele e o homem que tinha como alvo. Walacy foi autuado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe.

O suspeito relatou que, após deixar o bar onde realizou os disparos, entre as ruas Paulino Nogueira e Marechal Deodoro, dirigiu-se até o endereço de um adolescente de 16 anos, com intenção de que o jovem o ajudasse a fugir. Porém, antes de conseguir realizar a fuga, Walacy foi preso. Ele estava num apartamento próximo ao do adolescente, a cerca de 300 metros do bar onde os disparos ocorreram.

Em buscas na residência do adolescente, os policiais acharam 220 gramas de maconha escondidos em três potes de vidro, uma balança de precisão e uma quantia em dinheiro. O rapaz, que já tinha passagem anterior pela Polícia por tráfico de drogas, admitiu que a droga era dele. Ele foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde foi instaurado um ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.

Os policiais seguem em busca da arma do crime.

As seis pessoas atingidas pelos disparos do atirador no Benfica foram levadas à unidades de saúde de Fortaleza por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou se dirigiram pelos próprios meios. Eles receberam atendimento médico e, segundo informa a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), não correm risco de morrer.

Com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS)