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Fortaleza
NOTÍCIA

Relatório aponta redução da mortalidade por acidentes de trânsito em Fortaleza em 2019

Número de acidentes no trânsito é o menor desde 2002 e o documento aponta que a cidade diminuiu pela metade a taxa de mortalidade em comparação com o ano de 2010

Everton Lacerda
15:53 | 30/12/2020
MUDANÇAS criam rotas alternativas ao fluxo da avenida Washington Soares (Foto: Aurelio Alves)
MUDANÇAS criam rotas alternativas ao fluxo da avenida Washington Soares (Foto: Aurelio Alves)

A cidade de Fortaleza registrou redução no número de mortes por acidentes no trânsito e o menor número de mortes desde 2002. O dado foi divulgado pela Prefeitura de Fortaleza no Relatório Anual de Segurança Viária de 2019. O levantamento aponta que o município alcançou a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) ao reduzir pela metade o número da taxa de mortalidade por acidentes de trânsito.

Em 2010, o índice apontou 14,9 óbitos por 100 mil habitantes. Já em 2019, a cidade registrou a taxa de mortalidade de 7,4 óbitos para cada 100 mil habitantes. Além de reduzir a taxa de mortalidade, Fortaleza registrou o menor número, desde 2002, de acidentes fatais no trânsito.

O relatório também destaca que, em 2016, acidentes no trânsito figuravam o 6° lugar do ranking de mortes em Fortaleza. Em 2019, a causa caiu dez colocações, sendo registrada no 16° lugar entre as principais causas de morte na cidade. Os dados contrariam a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê que, até 2030, acidentes de trânsito passem a ser a 5ª maior causa de morte no mundo inteiro.

De acordo com o documento, 14.525 acidentes de trânsito foram registrados entre janeiro e dezembro de 2019. Desse total, 13.883 pessoas ficaram feridas, 198 morreram e 2.127 acidentes tiveram apenas danos materiais. O relatório aponta que grande parte dos acidentes acontecem às quartas, quintas e sextas-feiras, com horários de pico entre 7h às 8h e de 18h às 19h.

Motociclistas representam 43,5% do número total de mortes no trânsito, seguido por pedestres (40,4%), ciclistas (11,1%) e por fim motoristas de carros (5%). O relatório chama atenção para os principais fatores de risco para acidentes, sendo eles o excesso de velocidade, a ausência ou o uso inadequado do capacete e cinto de segurança, a combinação de direção e álcool e o uso de telefones no volante.

Como aponta o documento, o perfil mais comum das mortes no trânsito são homens com faixa entre 18 e 29 anos. Segundo aponta o estudo, apesar dos jovens registrarem a maior quantidade de fatalidades, o risco maior de morte é para homens com mais de 60 anos. Esse grupo registra a taxa de risco cinco vezes maior que o restante da população.

Conforme explica Luiz Alberto Saboia, secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos de Fortaleza, o resultado é reflexo das políticas públicas tomadas pela cidade para a mobilidade urbana. “ As ciclofaixas, áreas de trânsito calmo, áreas de espera para motocicletas, travessias elevadas para pedestres e faixas exclusivas para ônibus mudaram a forma de nós, fortalezenses, enxergarmos a cidade. Aliado a isso, as campanhas educativas e as operações para coibir comportamentos inadequados foram iniciativas exitosas para a preservação de vidas”, argumenta.

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Plataforma Vida

Além do Relatório Anual de Segurança Viária, qualquer cidadão pode obter informações sobre os acidentes ocorridos em Fortaleza por meio da Plataforma Vida, ferramenta digital que disponibiliza dados de trânsito pelo site www.centralamc.com.br.

A iniciativa é desenvolvida pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) de Fortaleza com o objetivo de promover a melhor compreensão da problemática de mortes e feridos no trânsito, além de aumentar a eficiência na coleta e análise de dados relativos à segurança viária e ao monitoramento de intervenções de engenharia e fiscalização.