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Fortaleza
NOTÍCIA

Policial vítima de latrocínio integrava grupo de apoio a vítimas de violência

O militar acompanhava idosos, crianças e mulheres como membro do GAVV

Jéssika Sisnando
22:11 | 23/09/2020
Frank Dellano foi interceptado por assaltantes que fizeram uma barreira na via.   (Foto: via WhatsApp O POVO )
Frank Dellano foi interceptado por assaltantes que fizeram uma barreira na via. (Foto: via WhatsApp O POVO )

Frank Dellano de Almeida Nunes, de 25 anos, foi morto vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) em Cascavel, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no último dia 20. O policial militar era lotado na 1ª Companhia do 6º Batalhão da PM.  Ele integrava o Grupo de Apoio a Vítimas de Violência (GAVV), que atuava acompanhando idosos, crianças e mulheres que fossem vítimas de violência.

Em um post pessoal nas redes sociais, dias depois do crime, um colega de Frank afirma que policiais estão de luto pela forma covarde como ele foi assassinado. O colega afirma que Dellano era compromissado e que atendeu inúmeros casos de violência contra mulher, sempre dando destaque a proteção das vítimas. Além disso, o policial era professor de educação física, atleta de Bike e dedicado a tudo o que fazia. "Os bons continuam morrendo cedo", lamenta.

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 O GAVV, da Polícia Militar do Ceará, atende as vítimas em suas casas por meio da filosofia de polícia comunitária, acompanhando casos e dando apoio e orientação a quem precisa.

O crime 

O policial foi atacado por assaltantes na localidade de Cristais, em Cascavel, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), de acordo com a Polícia.  O caso aconteceu na madrugada do dia 20. A vítima seguia com amigos em um automóvel quando se deparou com uma barreira feita com pneus e pregos. Os criminosos surpreenderam os ocupantes do veículo e Frank tentou reagir, mas foi baleado. Ele foi socorrido e encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas chegou no local morto.

Dois suspeitos foram presos 

Romário Pereira Silverio e Lucas Salviano da Silva foram presos em flagrante pelo latrocínio. No documento do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) obtido pelo O POVO, o órgão opina pela homologação do ato, não sendo o caso o relaxamento da prisão. O MPCE pede pela prisão preventiva.