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Fortaleza
NOTÍCIA

Desapropriação é finalizada e moradores do Edifício Andrea receberão R$ 1,78 mi em indenização da Prefeitura

O valor foi liberado pela Secretaria Municipal das Finanças nesta sexta-feira, 4, e já foi liquidado no banco que fará a transação. Dinheiro será dividido entre os 13 proprietários dos apartamentos

Matheus Facundo
21:05 | 04/09/2020
Prédio desabou no dia 15 de outubro de 2019 (Foto: JL Rosa/O POVO)
Prédio desabou no dia 15 de outubro de 2019 (Foto: JL Rosa/O POVO)

O processo de desapropriação do Edifício Andrea foi concluído e a Prefeitura de Fortaleza autorizou nesta sexta-feira, 4, o pagamento de R$ 1,78 milhão em indenização aos moradores. O valor foi liberado pela Secretaria Municipal das Finanças e já foi liquidado no banco que fará a transação financeira. Prédio desabou em outubro do ano passado, deixando nove pessoas mortas outras sete feridas.

LEIA MAIS| Após recurso, Justiça mantém julgamento de dois engenheiros e um pedreiro do Edifício Andrea

O processo de distribuição do valor de R$ 1.785.000, que será feito pela Secretaria Municipal da Infraestrutura, deve ser iniciado a partir da próxima terça-feira, 8, devido ao feriado da segunda-feira. A indenização será dividida em 13 partes, que é o número de apartamentos que o prédio tinha. O valor da divisão será decidido entre os próprios moradores e deve levar em conta a estrutura e a localização de cada unidade.

Com a conclusão da desapropriação pela Prefeitura, o local fica livre para o projeto de implantação de uma unidade do Corpo de Bombeiros. A intenção é que o equipamento possa otimizar o tempo-resposta do serviço da corporação. O entorno será urbanizado e um memorial também deve ser construído onde ficava o edifício.

Tragédia do Edifício Andrea: relembre o caso

O prédio residencial localizado na rua Tibúrcio Cavalcante, nº 2405, bairro Dionísio Torres, desabou na manhã do dia 15 de outubro de 2019. O acidente no edifício Andrea deixou nove pessoas mortas e abriu debates sobre a segurança das edificações, negligências e fiscalizações, além de exigir do Município, do Estado e do Ministério Público, medidas para evitar que tragédias como essa voltem a acontecer. Três pessoas (dois engenheiros e um pedreiro) foram indiciados na Polícia pelo caso.