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Fortaleza
NOTÍCIA

Ceará supera média de chuvas para julho em 76%; acumulado é o melhor desde 2017

Agosto começa com condições do tempo estáveis. Até o domingo, 2, é esperado predomínio de nebulosidade variável, com pouca chance de precipitação

Ismia Kariny
14:10 | 31/07/2020
Em 2020, tivemos o melhor mês julho em relação a chuvas desde 2017 (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)
Em 2020, tivemos o melhor mês julho em relação a chuvas desde 2017 (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

 

Ceará superou em 76% as chuvas esperadas para julho, com 27 milímetros observados, de acordo com o balanço mensal da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A normal climatológica para o último mês da pós-estação é de 15,4 mm. “É o melhor julho desde 2017, quando choveu 30,7 mm no Ceará”, ressalta a gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.

De acordo com o balanço mensal da Funceme, apenas as regiões da Ibiapaba, Litoral de Fortaleza, Maciço de Baturité e o Litoral Norte registraram precipitação. Como julho é um mês de chuvas mais reduzidas, todas ficaram com média abaixo de 1 milímetro. Segundo a gerente de meteorologia da Funceme, em agosto, a normal climatológica é ainda menor, com 4,9 milímetros esperados para o Estado.

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“E como cearenses já sabem, vão-se as chuvas e chegam os ventos mais fortes, principalmente no Litoral, onde a intensidade dos ventos podem ultrapassar os 30km/h”, complementa Meiry Sakamoto. Esse cenário de ventos fortes deve ser observado com cautela pelos navegadores, alerta a gerente de meteorologia.

Ela esclarece que, além da maior intensidade, os ventos passam a soprar do continente para o oceano, dificultando o retorno do mar. Também em agosto há o aumento do risco de queda de árvores e destelhamento provocados pelas fortes rajadas; e a queda na umidade relativa do ar, principalmente no interior do Estado.

Situação dos açudes

Cinco dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) estão sangrando, segundo a última resenha diária, divulgada nesta sexta-feira, 31. Há ainda 43 reservatórios com 90% da sua capacidade superada, e 50 que permanecem abaixo dos 30%. Além disso, 12 açudes permanecem em volume morto, e o açude Madeiro continua seco.

De acordo com o portal hidrológico do Ceará, nesta sexta-feira, 31, o açude Orós está com 517,21 hm³ em nível de água acumulada, equivalente a 26,66% da sua capacidade. O Banabuiú registra 227,9 hm³, que corresponde a 14,23% do nível que suporta. Já o Castanhão, tem 1.028 hm³ de água acumulada, 15,34% do volume que é capaz de armazenar.

Regiões hidrográficas

Também de acordo com a resenha diária da Cogerh, as regiões hidrográficas que estão em melhor situação no Ceará são Litoral, Coreaú e Acaraú. Elas registram respectivamente 95,9%, 95,2% e 88,5% da capacidade dos seus reservatórios, com pouca variação desde o fim da quadra chuvosa. A região da Serra da Ibiapaba, mais a oeste do Estado, também continua em boa condição, com 83,5% do seu volume alcançado. Há ainda a região Metropolitana que atingiu 72,1%.

Já as regiões centrais do Ceará estão em situação menos confortável. A bacia do Banabuiú, por exemplo, permanece em estado mais crítico, conforme observado nos últimos meses. Ela segue com o menor volume entre as 12 regiões, desde o fim da estação de chuvas. O Médio Jaguaribe também está em situação crítica, com 15.7% do volume total alcançado.

Previsão do tempo e acumulado de chuva

Agosto começa com condições do tempo estáveis. Até o domingo, 2, é esperado predomínio de nebulosidade variável, com pouca chance de precipitação. Desde as 7 horas da quinta-feira, 30, até o mesmo horário desta sexta, 31, choveu em apenas duas cidades cearenses: Aratuba e Santana do Acaraú tiveram acumulados de respectivamente 13 mm e 3 mm.