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Fortaleza
NOTÍCIA

Caso Jamile: Justiça aceita representação do MPCE que não considera feminicídio

Apesar de a investigação ter entendido que a morte aconteceu em decorrência de feminicídio, o Ministério Público do Ceará argumenta que não há indícios da autoria de Aldemir

21:48 | 08/05/2020
Reconstituição do Caso Jamile não foi conclusiva sobre autoria de disparos que resultaram na morte da empresária
Reconstituição do Caso Jamile não foi conclusiva sobre autoria de disparos que resultaram na morte da empresária (Foto: Júlia Duarte/ Especial para O POVO)

A 4ª Vara do Júri aceitou representação do Ministério Público do Ceará (MPCE) sobre o inquérito policial que investigava as circunstâncias da morte de Jamile de Oliveira Correia, ocorrida em 29 de agosto de 2019.

A representação do MPCE não denunciou o advogado e então companheiro da vítima, Aldemir Pessoa Junior por feminicídio por não ver indícios do crime.

Apesar de a investigação ter entendido que a morte decorreu de feminicídio praticado por Aldemir, o Ministério Público acredita que os fatos podem constituir, em tese, porte ilegal de arma de fogo, fraude processual e lesão corporal contra Jamile.

O documento ressalta os depoimentos das duas pessoas que estavam no momento da morte, o filho de Jamile e o próprio Aldemir, e ressalta que não há declarações de que Aldemir tenha efetuado os disparos. E ainda que, no Instituto Doutor José Frota (IJF), Centro, a vítima afirmou que havia desferido o tiro em si mesma.

Ainda conforme o documento, o laudo cadavérico não indicou a distância do disparo, a reprodução simulada dos fatos não conseguiu estabelecer se o disparo foi realizado por Jamile ou por Aldemir e que, considerando os depoimentos e os elementos periciais, não há indícios suficientes para a denúncia de crime doloso.