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Fortaleza
NOTÍCIA

Caso Jamile: suspeito da morte da empresária tem passaporte recolhido e não pode sair de Fortaleza

Aldemir deve manter a distância mínima de 200 metros das testemunhas. A prisão do suspeito foi negada por "não preencher as hipóteses legais", segundo o TJCE.

19:27 | 20/09/2019
Jamile foi levada ao JJF, na madrugada do último dia 30, com ferimento por arma de fogo.
Jamile foi levada ao JJF, na madrugada do último dia 30, com ferimento por arma de fogo. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Suspeito de assassinar a empresária Jamile Correia na madrugada do último dia 30 de agosto, o advogado Aldemir Pessoa Júnior teve o passaporte recolhido e não pode se ausentar da comarca de Fortaleza, conforme as medidas cautelares estipuladas pela Justiça.

Decisão também impede o contato do do namorado da vítima com meios diretos e indiretos com as testemunhas do inquérito policial, mantendo distância mínima de 200 metros, além do afastamento e proibição de frequentar a residência de Jamile. O processo tramita em segredo de Justiça e o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) afirmou que não podem ser repassadas mais informações

O caso, que está na 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, a princípio, vinha sendo tratado como suicídio. A prisão de Aldemir foi negada pela Justiça "por não preencher as hipóteses legais", segundo o  que afirmou que o parecer foi em conformidade com o Ministério Público do Ceará e foi proferido na última quarta-feira, 18.

O Ministério Público afirmou, por sua vez, que os membros do órgão não podem se pronunciar sobre o processo, nem emitir opinião sobre a decisão judicial, sob pena de ferir o código penal e incorrer em prejuízo total ao caso.

O caso

Jamile foi levada ao Instituto Doutor José Frota (JJF), na madrugada do dia 30, com ferimento por arma de fogo. A princípio, o caso era tratado como suicídio. No entanto, as investigações do 2° Distrito Policial (Aldeota) começaram a ver indícios de que aconteceu um feminicídio. A delegada, Socorro Portela, ouviu profissionais da área da saúde, entre médicos e enfermeiros. Familiares de Jamile também foram ouvidos.

A defesa de Aldemir acredita que o caso é um suicídio e afirma que, em um dos depoimentos, o médico que atendeu Jamile disse que ouviu da empresária, que o tiro foi dado por ela.  O inquérito tem 12 dias para ser concluído, no entanto, o prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.