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Fortaleza
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Marroquino e brasileira são presos por declarar falso casamento para ter residência em Fortaleza

O casal declarou casamento para que o estrangeiro conseguisse residência no Brasil. Em janeiro, italiano foi preso pelo mesmo motivo

Catalina Leite
15:05 | 18/02/2020

Um marroquino e uma brasileira foram presos por declarar à Polícia Federal (PF) falso matrimônio para obter residência no Brasil. O caso ocorreu no último dia 10 de fevereiro, em Fortaleza. O homem estava casado de papel assinado com a mulher, mas com quem não mantinha um relacionamento de fato. A PF prendeu o casal em flagrante por falsidade ideológica.

Durante entrevista para obtenção de residência, os policiais perceberam que a brasileira forjou o casamento para conseguir a residência do companheiro. Entretanto, eles nunca residiram juntos. A pena para falsidade ideológica é de um a cinco anos de reclusão, que pode ser cumprida em regime fechado, e multa. Em janeiro, um italiano foi preso pelo mesmo motivo.

Compra de certidão

Há dois meses, no dia 10 de dezembro de 2019, a PF prendeu em flagrante outra africana, natural de Guiné Bissau, por apresentar certidão de casamento falsa durante renovação de residência. Ela morava no Brasil desde 2016 e tinha autorização de residência para fins de estudo, com prazo para 31 de dezembro de 2019.

Em depoimento, a guineense admitiu que comprou a certidão declarou que comprou a certidão falsa. Segundo a PF, o documento constava casamento com brasileiro naturalizado, mas que na verdade também era natural de Guiné Bissau.

Entre 2019 e 2020, pelo menos seis africanos foram presos após declarar falso matrimônio à Polícia Federal (PF) em Fortaleza, na tentativa de adquirir ou renovar residência no Brasil.