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Fortaleza
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Frequentadores pedem a volta de abrigos no Parque Rio Branco

A proteção dos tetos foi retirada na quinta, 6. Movimento Proparque e frequentadores do local dizem que a falta de abrigos dificulta e desestimula o contato com a natureza e o uso do parque

00:00 | 14/02/2020
Coberta de oito abrigos do Parque Rio Branco foi retirada pela Prefeitura na quinta, 13
Coberta de oito abrigos do Parque Rio Branco foi retirada pela Prefeitura na quinta, 13 (Foto: Aurelio Alves/ O POVO)

A retirada das telhas que cobriam oito abrigos no Parque Rio Branco, no São João do Tauape, vem mobilizando vizinhos e frequentadores. Nos espaços que serviam de guarita contra o sol ou contra a chuva restam colunas e bancos. O Movimento Proparque está recolhendo assinaturas em um abaixo-assinado para que os abrigos sejam cobertos  novamente.

O local também servia de proteção para pessoas em situação de rua durante a noite. Segundo o aposentado Ademir Costa, coordenador do Movimento, algumas pessoas usavam os bancos para dormir e ele acredita que a retirada do teto tenha a intenção de impedir a permanência das pessoas. “Isso é uma desumanidade”, argumenta. As assinaturas devem ser entregues na próxima segunda, 17, para a Prefeitura.

“Se o telhado estivesse com goteiras, muito simples, tirar as goteiras. Mas fazer uma coisa dessas, é muito ruim”, avalia Ademir. Todos os oito bancos, que tinham abrigo no parque, tiveram o teto retirado. A reclamação dos frequentadores do espaço é que a falta de abrigos dificulta o próprio uso do parque. As pessoas não poderão mais ficar à sombra, descansar ou, simplesmente, apreciar o parque após a retirada dos tetos.

Paulo Ferreira Lima, 54, está voltando a fazer caminhadas e corridas no Parque Rio Branco. O aposentado mora no bairro Joaquim Távora, e adora percorrer os 900 metros da trilha mais de uma vez. “A Prefeitura fez uma coisa que não agradou os caminhantes, porque ao invés de reformar ou construir, está retirando e não tem explicação. Porque ficaram as colunas, esteticamente muito mais feio”. Em termos de estrutura, segundo ele, os quiosques apresentavam poucos defeitos. Em um deles, as telhas começaram a cair. “Sem falar que tinha uma função, para as pessoas descansarem, pararem, proteger do sol e da chuva”, explica.

A assessoria de imprensa da Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor) informou, por meio de nota, que realiza constantemente ações de manutenção nos parques regulamentados do município, além do Horto e do Zoológico. As ações incluem varrição, capina, podas de árvores e manutenção de parquinhos e mobiliários em geral.

Ainda segundo a nota, os servidores lotados no Parque Rio Branco constataram que a estrutura de madeira das cobertas estava danificada pela ação da chuva e poderia colocar em risco a segurança dos usuários. Na extremidade superior das colunas serão colocadas plantas ornamentais. Ainda não existe, no entanto, um prazo para o início da implantação do teto verde.