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Fortaleza
NOTÍCIA

Número de motoristas autuados na Lei Seca aumenta 40% em Fortaleza em 2019

O maior número de alcoolizados no trânsito se deve também ao aumento no número de testes de alcoolemia em motoristas, que cresceu 46,2% de 2018 para 2019

16:17 | 03/01/2020
O número de testes de bafômetro aumentou 46% em 2019
O número de testes de bafômetro aumentou 46% em 2019 (Foto: Mariana Parente/ Especial para O POVO)

O número de pessoas dirigindo alcoolizadas em Fortaleza identificadas pela fiscalização de trânsito aumentou 40% em dois anos. Entre janeiro e dezembro de 2018 foram 20 condutores pegos pelo teste do bafômetro, enquanto que em 2019 a quantidade subiu para 28.

O número maior se deve também ao aumento na quantidade de testes de alcoolemia em motoristas, que cresceu 46,2% no período. Entre janeiro e dezembro de 2018, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) realizou 72.758 testes. Já em 2019, no mesmo período, foram 106.366.

Além desses, outros 946 condutores foram abordados em 2018, porém se recusaram a fazer os testes. Já em 2019 foram 1.388 recusas, o que representa o crescimento de 46,7% nesse grupo.

De acordo com Arcelino Lima, superintendente da AMC, em dezembro foram intensificadas as blitze devido às férias e festas de fim de ano, sendo realizadas em todos os turnos: manhã, tarde, noite e madrugada. “De madrugada foi uma quebra de paradigma na cidade, que não via esse tipo de blitz em Fortaleza”, afirmou ao O POVO.

Para o restante do ano, o plano é de continuar com pelo menos duas blitze na madrugada, entre quinta-feira e domingo. Os dias para o reforço na fiscalização foram escolhidos por historicamente apresentarem maiores índices de violência e acidentes com vítimas no trânsito. Segundo Arcelino, a quantidade de testes com resultado positivo quadruplica na madrugada, se comparado com os turnos da tarde ou noite. "É uma quantidade muito maior de motoristas que estão sobre o efeito do álcool", diz.

Ainda para 2020 será lançado o plano de segurança viária, que pretende reduzir a zero o número de mortes. Apesar da pretensão, o superintendente sabe que o resultado demora a chegar. "Isso não se atinge do dia pra noite, mas é com a constância dessas ações que a gente vai sim ter resultado", afirma.

A ação, considerada de médio prazo, foi pensada após diálogo com agentes de outros países, como Austrália. "Cada uma das suas realidades depois de um médio prazo mudaram bastante o comportamento das suas respectivas populações", afirma.