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Fortaleza
NOTÍCIA

Bombeiros que aguardam nomeação atuaram de forma voluntária no resgate no Edifício Andréa

Aproximadamente 100, dos 221 bombeiros aprovados no concurso atuaram voluntariamente durante os cinco dias de operação, alguns vieram do Interior do Ceará

19:43 | 21/10/2019
Profissionais se revezaram para prestar atuar no resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andrea
Profissionais se revezaram para prestar atuar no resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andrea (Foto: FOTO: Reprodução/Instagram )

Aproximadamente 100 dos 221 bombeiros aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará e que aguardam nomeação do Governo do Estado atuaram, de forma voluntária, no resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andréa, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A operação teve duração de cinco dias e resultou em sete pessoas resgatadas com vida e nove mortes. O desabamento ocorreu na última terça-feira, 15.

O POVO Online apurou que os profissionais passaram no concurso de 2013 e concluíram o curso de formação de praças em novembro de 2018. Eles chegaram a receber uniformes. A informação foi divulgada no Instagram da Associação dos Profissionais de Segurança (APS). A turma é conhecida como T2. No último dia de operação, os profissionais também foram homenageados pelos outros voluntários junto com os profissionais do Corpo de Bombeiros que estavam trabalhando na operação.

Conforme a apuração, alguns dos bombeiros vieram de Canindé, Itapipoca e Crato para atuar no resgate. Parte desses profissionais, conforme O POVO Online apurou, está desempregado devido o curso acontecer em horário integral. Dessa forma, se tornava impossível manter vínculo empregatício. Alguns deles, que não possuem familiares que os ajudem, estão sobrevivendo com ajuda de cestas básicas e, mesmo assim, foram ajudar. 

No Instagram da turma de profissionais, eles registraram momentos dos dias da operação. "É motivo de muita honra, para todos nós, ter participado de cada segundo de trabalho nesse local. Hoje saímos daqui mudados! Saímos mais destemidos, mais humanos, mais humildes e sobretudo mais unidos (como um CORPO). Apesar da nossa situação, pudemos sentir o que dinheiro nenhum pode comprar, com uma certeza que caneta nenhuma pode escrever, ou boca nenhuma pode falar. Empatia não é para todos, é pra poucos. Agora, seguimos nossas vidas mais fortes e lutando pelos nosso se mais certos que seremos Bombeiros de direito, embora já sejamos de fato", diz o texto.