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Seminário de Polícia Comunitária apresenta uso da tecnologia em favor da Segurança Pública no Ceará

O evento teve como objetivo promover o diálogo sobre polícia de proximidade e apresentar experiências de segurança pública do Estado
22:43 | Ago. 12, 2019
Autor O POVO
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O Palácio da Abolição recebeu nesta segunda-feira, 12, o I Seminário Internacional de Polícia Comunitária e Estratégias de Segurança Pública do Ceará. O evento teve como objetivo promover o diálogo sobre polícia de proximidade e apresentar experiências de segurança pública do Estado. 

Entre os palestrantes estavam Izolda Cela, vice-governadora do Ceará; Élcio Batista, secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Ceará; Aloísio Lira, superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) e André Costa, secretário de Segurança Pública. O titular de Segurança da Embaixada Japonesa no Brasil, Kenichi Suzuki, também esteve presente.

Conforme André Costa, o objetivo do seminário é conscientizar o cidadão sobre seu papel em uma estratégia de segurança do Estado, fazendo-o entender a importância dele como indivíduo, como policial, no contexto de estratégia global para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

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O secretário também esclareceu dúvidas sobre a tecnologia das abordagens. Atualmente, conforme Costa, a ação costuma criar um momento de tensão e se concentra onde há um ambiente "criminal", que muitas vezes é na região de periferia. "A ideia é que o policial aborde menos, e aborde as pessoas que precisam ser abordadas, quem tem histórico com crime. Como a gente alcança isso: quem é quem as ruas? Só através da tecnologia, da inteligência artificial, análise em tempo real dos dados, e uma estrutura de big data, que o Ceará já fez, já usa. Através do Ceará estamos fazendo a entrega para o governo federal, para que seja fomentado para todos os estados do país”, explicou André Costa.

Um dos exemplos apontados na aplicação da tecnologia em favor da segurança pública foi o uso do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) na abordagem veicular, que ajuda a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) a orientar abordagens apenas a veículos roubados, furtados, clonados ou que foram envolvidos em alguns crimes.

“A gente trabalha com tecnologia embarcada, em aplicativos de smartphone, para que o policial tenha a chamada consciência situacional, e tome as melhores decisões na rua. A gente já tá testando nas ruas hoje, através do smartphone você identificar alguém pela digital, ou até mesmo usando a câmera do celular fazer um reconhecimento facial e você realmente saber quem é aquela pessoa que você está tratando, e o policial poder tomar uma decisão, já gerando alertas se a pessoa tem um mandado de prisão aberta ou não, e que tipo de crime ela responde”, esclarece Costa.

O superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), Aloísio Lira, afirmou que o processo de coleta de dados conta com informações oriundas de diversas origens, como Ciops e ligações pelo 181. Ao receber tais dados, a Supesp realiza uma "limpeza" para se certificar de que não há dados duplicados. Estas informações ajudam o órgão a compreender os fenômenos".

“Os dados nos ajudam a compreender os fenômenos. Esses fenômenos precisam ser retratados de uma forma que a gente consiga aplicar o policiamento de uma forma condizente com aquele fenômeno. O crime de roubo é um crime de mobilidade. É bem latente que ele precisa de uma ação de infiltração e fuga. Em cima disso usamos o Spia (Sistema Policial Indicativo de Abordagem), a ferramenta tecnológica para monitorar o veículo que participou da ação e um policiamento de alta mobilidade, geralmente o Raio, para dar uma resposta mais rápida, mais eficiente", disse Lira.

"Já quando eu vou para a parte de homicídios, a gente nota que ele é mais latente ao território, tem uma perpetuação territorial muito densa naquilo, então eu já trago pra outra política, que é uma política mais de fixação do policiamento com ações sociais. O dado entra de forma genérica, é tratado e alimenta o grande banco de dados no big data, e a partir daí a gente começa a construir pautas próprias em cada tipo de atuação delituosa”, completou Lira.

O trabalho já tem dado resultados. Já são 26 meses de redução de roubo e 16 meses de redução de homicídios, segundo Aloísio. "A parte da estratégia, nós começamos com políticas massivas, aplicar tecnologia e atuações mais genéricas. E depois vamos para políticas mais pontuais. O proteger já é uma política pontual, são territórios que a gente sabe que precisa de um olhar diferente. Já o Spia e o combate da mobilidade do crime é uma atuação mais macro, que não precisa muito desse foco muito específico. Ele já vem trazendo resultados desde o começo, e serve para que a gente vá melhorando, atualizando as políticas”, concluiu.

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