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Fortaleza
NOTÍCIA

Morte de peixes no rio Cocó se repete anualmente, relatam moradores

Laudo com análises da Semace e do Labomar deve estar pronto na próxima semana

12:03 | 09/07/2019
Grande quantidade de peixes mortos se acumula na margem do Rio Cocó.
Grande quantidade de peixes mortos se acumula na margem do Rio Cocó. (Foto: Germana Pinheiro/ O POVO)

Uma grande quantidade de peixes mortos foi encontrada às margens e também boiando em trechos do rio Cocó, em Fortaleza. Ribeirinhos denunciam a situação desde o último domingo, 7. Na manhã desta terça-feira, 9, equipes da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) estiveram em sete pontos realizando coleta de material para análise.

Segundo moradores, que registraram imagens, os peixes mortos começaram a aparecer no último fim de semana e nessa segunda-feira, 8, uma grande quantidade se acumulou em trecho próximo à rua Conde Januário, no bairro Castelão. Aqueles cujas casas têm vista para as margens do rio relatam que episódios como este se repetem a cada fim de quadra chuvosa. Com os peixes ainda no local, todos têm de conviver com mau cheiro que aumenta a cada dia.

Presente na visita desta terça para coleta de material, o gestor do Parque do Cocó, Paulo Lira, aponta que moradores dos arredores do rio jogam “todo e qualquer tipo de resíduo sólido nas margens". E afirma: "Não tem segredo: a chuva termina levando para dentro do rio”. Para ele ,“não tem a menor dúvida que no rio Cocó temos vários tipo de metais pesados, dentre eles chumbo, e possivelmente outros contaminantes como mercúrio”. 

Lira, que também é biólogo, explica que esses contaminantes diminuem a oxigenação das águas e pode causar mortes de animais. Na opinião do gestor, o grande desafio no momento é identificar as fontes poluidoras e fazer um trabalho de educação ambiental com os ribeirinhos para que o rio seja menos poluído.

O gerente de Análise e Monitoramento da Semace, Gustavo Gurgel, conta que foram coletadas amostras de água e também do animal morto. “A análise da água será realizada no laboratório da Superintendência e o pescado, no do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), com o qual temos parceria”, explica. Segundo o gerente, qualquer explicação de causa antes das análises é especulação, e o laudo com as respostas para a morte dos animais deve estar pronto na próxima semana.

Com informações da repórter Germana Pinheiro, da Rádio O POVO CBN

MARCELA TOSI/ Especial para O POVO