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De férias com o pet: confira dicas para viajar em segurança com os animais

Com a chegada das férias do mês de julho, O POVO Online separou cinco dicas para você curtir esse período com os animais de estimação de forma segura e responsável

22:48 | 09/07/2019

Vento no rosto, orelhinhas de pé, língua de fora avisam: tem pet viajando. Apesar da cena comum (quem nunca viu e até achou fofo um cachorrinho na janela do carro?), ações como essas podem representar perigo para os animais. Com a chegada das férias, as malas prontas para viagem são sinal de alívio e entusiasmo pelos dias de diversão que se aproximam. Quem cuida de pet, no entanto, também tem outra preocupação: eu posso levar meu bichinho? E, se posso, que cuidados devo tomar?

O POVO Online separou cinco dicas para você curtir as férias com os pets de forma segura e responsável.

Escolhendo o destino da viagem

Sim, os bichinhos podem viajar para qualquer lugar. Quem garante isso é Carla Renata Gadelha, médica veterinária e professora do curso de zootecnia na Universidade Federal do Ceará (UFC). Apesar da afirmativa, ela chama atenção para dois fatores importantes: aspectos legais e cuidados gerais durante a viagem.

Esses cuidados, no entanto, começam logo na escolha do destino. Nesse momento é importante pensar se o lugar escolhido recebe animais e, se recebe, quais são as regras para a permanência deles. Vale pensar em destinos onde os pets possam ser incluídos de forma segura e divertida.

Documentação

Para garantir uma viagem segura, é essencial que o animal esteja com os documentos em dia. Carla conta que, para sair da cidade ou do estado, em qualquer transporte, tem que ter um atestado ou declaração de veterinário, garantindo a sanidade do animal. Esse atestado deve mostrar se as vacinas estão em dia e se o animal está em um bom estado de saúde. “É como se fosse uma guia de transporte. Essa guia vale para viagens interestaduais. À nível municipal, basta a declaração do veterinário. Às vezes também pedem cartão da vacina”, explica.

Viagens internacionais exigem, além das documentações tradicionais, um certificado chamado Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Ele é emitido pelo Ministério da Agricultura em postos dos aeroportos internacionais. Como pode demorar um pouco para ser emitido, é interessante pedir com antecedência. Além disso, o pet vai precisar do atestado de saúde (emitido pelo médico veterinário com validade de 10 dias) e carteira de vacinação atualizada. Alguns países exigem exames específicos e quarentena do animal no aeroporto. É bom verificar se o destino escolhido faz essas exigências.

Transportes

Com todas as documentações prontas, é hora de decidir qual o transporte. Se a viagem for de ônibus, é necessário verificar com antecedência se a empresa permite o tráfego de animais e, caso permita, onde ele é feito. Os pets sempre devem ir dentro das caixinhas, com atenção para o tamanho e conforto delas. Em viagens aéreas, a caixinha também deverá ser utilizada.

Nos dois casos, é essencial manter higienização e um preparo com antecedência desses bichinhos. Se ele não é acostumado a estar na caixinha, faça exercícios dias antes da viagem. As empresas aéreas têm legislação própria sobre o transporte de animais: se será na cabine de passageiros ou no compartimento de carga. Deve ser verificado quais as regras da companhia aérea.

Durante a viagem

Durante a viagem, é importante que o animal esteja bem acomodado (e isso vale para qualquer transporte como visto acima). No entanto, a depender do temperamento do animal, alguns cuidados específicos precisam ser tomados. Quanto mais próximo dos donos o pet viajar, mais tranquilo ele ficará. Mas, como isso nem sempre é possível, atente para as dicas:

A caixinha de transporte precisa ser adequada para o tamanho do pet. Evite deixar utensílios dentro da caixa que possam machucar o animal;

Em viagens muito longas, pode haver a necessidade de tranquilizantes. Por isso, estar sempre em contato com o veterinário é necessário. A anestesia precisa ser feita por um profissional que vai dizer a dosagem e o tempo adequados;

Em viagens de carro, por exemplo, é recomendável parar um tempinho para que o animal possa fazer suas necessidades e espairecer um pouco;

É importante fazer jejum com os animais, já que eles podem enjoar durante a viagem. Carla recomenda a retirada da alimentação pelo menos quatro horas antes da viagem. Já a água deve ser evitada uma hora antes de embarcar.

E se o pet não for?

Doutora Carla é direta nesse quesito: não se deve deixar os pets sozinhos. Caso não dê para levar o bichinho na viagem, é importante deixá-lo sob supervisão de alguém, mesmo que não seja em tempo integral. Além de água e alimentação, eles também precisam de atenção para não se sentirem tristes ou ansiosos longe dos donos.

Se um/a amigo/a topa fazer esse serviço, garanta que não faltará os produtos necessários para os cuidados com o pet, assim como um dinheiro extra para emergências. Você também pode optar por um Pet Sitter, uma espécie de “babá de pets”. Esse profissional é contratado para cuidar de animais enquanto os donos estão ausentes. Nesse caso, a dica acima também é válida: não deixe faltar nada para seu bichinho.

Carla ainda traz outras dicas: se o pet for um cão de guarda, por exemplo, é importante retirar do espaço onde ele vai ficar qualquer material que possa ser engolido. Se é um animal ansioso, também retire objetos que possam ser partidos em pedaços pequenos.

Ela também alerta pelo tempo: não é recomendável deixar os pets sozinhos por um período longo. “Os animais sentem falta da família, das pessoas. Eles podem ficar muito ansiosos e nervosos e podem começar a raspar a parede ou ficam tão tristes que não comem nem bebem água”, ressalta.

DICA EXTRA

É importante salientar que animais ainda em processo de vacinação (2-5 meses em média) não deveriam viajar, pois o estresse pode alterar a resposta à vacina. O planejamento da viagem deve levar em conta o temperamento do animal e sua adaptação ao transporte, como a caixa. Isso deve ser discutido com o veterinário antes de viajar, ainda no planejamento para evitar o sofrimento do animal durante a viagem.

Gabriela FeitosaESPECIAL PARA O POVO